O Relatório Mundial da Felicidade, publicado pelo Centro de Pesquisa sobre Bem-Estar (Wellbeing Research Centre) da Universidade de Oxford em parceria com o Instituto Gallup e a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, apresentou a versão atualizada do ranking dos países mais felizes do mundo entre as 147 nações avaliadas.
Assim como em anos anteriores, os países nórdicos ocupam as primeiras posições, com a Finlândia na liderança pelo nono ano consecutivo. O pódio, porém, teve uma mudança com a Islândia superando a Dinamarca e ocupando a 2ª posição.
A 4ª posição ficou com a Costa Rica, a melhor colocação já alcançada por um país da América Latina na série histórica do levantamento. O pequeno país, com cerca de 5 milhões de habitantes, vem subindo a cada ano. Em 2025, os costa-riquenhos estavam na 6ª posição. Em 2024, estavam em 12ª e, no ano anterior, ocupavam a 23ª posição.
As 10 primeiras posições seguem com: Suécia (5ª), Noruega (6ª), Holanda (7ª), Israel (8ª), Luxemburgo (9ª) e Suíça (10ª).
O México, na 12ª posição, é o segundo país latino a aparecer no ranking, mas caiu duas posições em comparação com o ano passado.
O Brasil subiu quatro posições e ficou na 32ª colocação entre os mais felizes, uma posição atrás do Uruguai. A Argentina ficou na 44ª posição.
Metodologia
O Gallup entrevista cerca de mil pessoas por país, todo ano, e pede: imagine uma escada com degraus numerados de 0 a 10, em que o topo é a melhor vida possível para você e a base é a pior. Em que degrau você sente que está hoje? A média das respostas de um país é a nota dele. A nota que aparece no ranking é a média de três anos de respostas, 2023, 2024 e 2025.
Depois de ter as notas, os pesquisadores fazem uma segunda etapa. Seis fatores são levados em consideração: PIB per capita, apoio social, expectativa de vida saudável, liberdade de escolha, generosidade e percepção de corrupção.
Dois desses dados vêm de bases externas: o PIB per capita do Banco Mundial e a expectativa de vida saudável da OMS. Os outros quatro vêm do próprio questionário do Gallup, em perguntas de sim ou não.
Esses fatores explicam a nota, não a produzem. Um país não sobe no ranking porque melhorou num deles. Sobe porque seus habitantes passaram a se avaliar melhor.