Dona do Google vai bem, obrigada, mas gasto preocupa

Para analista, Google tem declínio acentuado nas margens operacionais

A receita e o lucro do quarto trimestre da Alphabet, dona do Google, bateram as expectativas de Wall Street, mas gastos mais altos, após a empresa acrescentar data centers, engenheiros de nuvem e vendas de serviços, preocuparam os investidores. As ações da empresa, que subiram quase 17% nas últimas seis semanas, caíram 2,3% no after-market. Em parte por causa dos gastos mais altos, a Alphabet relatou margem operacional de 21%, ante 24% há um ano. “O Google teve declínio acentuado nas margens operacionais”, disse Richard Kramer, analista da Arete Research. “Eles têm muito dinheiro para investir, e US$ 7 bilhões em capex é um gasto enorme.”

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O vice-presidente financeiro da Alphabet, Ruth Porat, disse que despesas de capital em 2019 vão moderar significativamente. A empresa autorizou um plano para recomprar um lote adicional US$ 12,5 bilhões em ações, disse Porat.

A receita do quarto trimestre da Alphabet subiu 22% ano a ano, a US$ 39,28 bilhões, ante expectativa média de US$ 38,93 bilhões entre analistas ouvidos pela Refinitiv. Cerca de 83% da receita veio do sistema de anúncios do Google, principalmente busca móvel e YouTube.

A empresa teve US$ 31,07 bilhões em custos totais no trimestre, aumento de 26%. Os gastos de capital subiram 64% ano a ano, para US$ 7,08 bilhões.

Porat disse que o aumento dos custos operacionais resultou do licenciar conteúdo para o YouTube, ampliação de operações de data center e dos negócios de hardware do Google.

O lucro trimestral foi de US$ 8,95 bilhões, ou US$ 12,77 por ação, ante prejuízo de US$ 3 bilhões um ano antes. Isso comparado a estimativas de analistas de US$ 7,69 bilhões, ou US$ 10,87 por ação.

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