Ibovespa recua em semana de negociações EUA-China

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Índice teve queda de 0,58% hoje e 1,82% no acumulado dos últimos cinco dias

A bolsa paulista fechou em queda hoje (10) e no acumulado da semana marcada por reviravolta nas negociações comerciais entre os EUA e China, enquanto a cena doméstica contemplou uma bateria de balanços corporativos e a retomada das discussões sobre a reforma da Previdência.

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Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,58%, a 94.257,56 pontos, na sessão, que teve volume financeiro de R$ 13,26 bilhões. Na semana, o Ibovespa perdeu 1,82%.

No exterior, negociadores norte-americanos e chineses encerraram nova rodada de negociação nesta sexta-feira sem acordo comercial, apesar de comentários positivos de ambos os lados sobre a reunião, incluindo do presidente Donald Trump, embora ele tenha dito não ter pressa para um desfecho.

Os EUA começaram a cobrar a partir desta sexta-feira tarifas de 25% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses. A expectativa é de que Pequim retalie.

“O mercado está apreensivo com a guerra comercial”, destacou Frederico Mesnik, sócio-fundador da Trígono Capital, que vê no movimento de Trump mais uma estratégia de negociação, com chance de solução no curto prazo.

Ao mesmo tempo, destacou, a economia no Brasil tem se mostrado mais fraca do que o esperado, o que pode ser visto nos resultados de empresas de varejo e de alimentos.

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O quadro de recuperação ainda bastante lenta da atividade brasileira, combinada com um ambiente de preços comportados tem apoiado apostas de um afrouxamento monetário pelo Banco Central ainda este ano, embora tal cenário ainda considere a aprovação da reforma da Previdência.

“A pressão para a queda da taxa Selic já começa a transcender a reforma da Previdência”, destacou o operador Alexandre Soares, da BGC Liquidez DTVM.

Quanto às mudanças das regras de acesso a aposentadorias, a comissão especial da Câmara dos Deputados que analisará o mérito da proposta começou os trabalhos nesta semana, com a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes, na quarta-feira (8), mas sem definir um prazo para votação da matéria no colegiado.

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