Iguatemi tem queda de lucro no 1º tri

Forbes
Resultado de R$ 58,45 milhões refletiu maiores despesas financeiras

A operadora de shopping centers Iguatemi teve queda de 4,6% no lucro líquido do primeiro trimestre, com o melhor resultado operacional ofuscado ​​por maiores despesas financeiras e impostos.

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Em comunicado, a empresa informou que o lucro líquido somou R$ 58,45 milhões de janeiro a março, contra R$ 58,1 milhões na mesma etapa do ano passado.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu 2,9%, para R$ 129,4 milhões. As vendas totais das lojas nos shoppings da companhia atingiram R$ 3,1 bilhões, 5,4% a mais que no ano anterior.

“As vendas foram positivas no primeiro trimestre, apesar do efeito calendário, e também iniciamos o segundo trimestre bem”, disse Cristina Betts, diretora financeira da Iguatemi, em entrevista.

As vendas na base mesmas lojas aceleraram para 3,1%, ante crescimento de 1,1% nos primeiros três meses de 2018. E o aluguel nas mesmas lojas aumentou 6,4% em comparação com 2,8% um ano atrás. Como resultado, a receita líquida trimestral da Iguatemi cresceu 2,7%, para R$ 173 milhões.

“Continuamos focados em mudar o mix, substituindo alguns dos lojistas para melhorar o desempenho dos nossos shoppings”, disse ela, adicionando que a redução da dívida é outra meta para 2019.

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No fim de março, a Iguatemi apresentava relação dívida líquida/Ebitda de 2,61, ante 2,84 no primeiro trimestre de 2018.

A companhia planeja gastos de capital de R$ 150 milhões a R$ 200 milhões este ano, ante R$ 170,7 milhões em 2018.

“Nossa estratégia é fortalecer nossos ativos … O próximo ciclo de crescimento não será apenas de novos empreendimentos”, disse a executiva.

Segundo ela, a empresa também considera a expansão dos shoppings existentes, além de aumentar a participação em ativos do portfólio. Outro grande projeto em andamento é a plataforma de comércio eletrônico Iguatemi 365, já testada internamente.

As ações da companhia caíram 8% na B3 neste ano, após acumularem ganhos por três anos consecutivos.

Em 29 de abril, a rival Multiplan também apresentou um lucro líquido mais fraco no primeiro trimestre, refletindo o ritmo ainda lento da economia brasileira.

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