Mercado Livre vai abrir centro de distribuição em Gravataí (RS)

Nacho Doce/Reuters
Funcionários do Mercado Livre na sede da empresa, em São Paulo

O Mercado Livre vai abrir um centro de distribuição, seu terceiro no país, em Gravataí (RS), no primeiro trimestre de 2020, como parte do esforço para reduzir os prazos de entregas de encomendas e enfrentar a crescente concorrência no país.

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“Isso é parte do nosso planejamento de médio prazo de ampliar mais a nossa malha logística”, disse à Reuters o vice-presidente do Mercado Livre para América Latina, Stelleo Tolda.

Segundo o executivo, a abertura do centro tomará parte dos R$ 3 bilhões de investimentos previstos em 2019 para atingir a meta do Mercado Livre fazer ao menos metade de suas entregas de encomendas no país em até 48 horas.

A inauguração do novo centro acontecerá cerca de um ano após o grupo ter aberto um depósito de 111 mil metros quadrados em Cajamar (SP), perto de onde a rival Amazon instalou o seu. O Mercado Livre já tinha outra unidade em Louveira (SP). A Reuters havia publicado em junho que a companhia planejava a abertura do terceiro centro.

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O movimento acontece meses após o maior grupo integrado de comércio eletrônico e de serviços financeiros da América Latina, com sede na Argentina, ter fechado acordo com a companhia aérea Azul também para agilizar prazos de entregas.

Segundo Tolda, outros centros de logística do Mercado Livre devem ser abertos no país nos próximos anos, mas ele declinou de falar sobre regiões e prazos.

RESULTADO

A receita líquida do Mercado Livre no terceiro trimestre cresceu para US$ 603 milhões, avanço de 69,7% sobre um ano antes, com a operação Brasil respondendo por 65% do total. As receitas do marketplace aumentaram 70,9% ano a ano.

No entanto, o grupo viu o prejuízo líquido subir dos US$ 14,3 milhões do terceiro trimestre de 2018 para US$ 66,9 milhões, refletindo maiores gastos com marketing.

O volume transacionado por meio de seu braço de pagamentos, o Mercado Pago, alcançou US$ 7,6 bilhões, aumento ano a ano de 66,2%. O volume de pagamentos fora do Mercado Livre somou US$ 4 bilhões, alta de 140,4% ano a ano e superando pela primeira vez em um trimestre o movimentado dentro da plataforma.

O volume de vendas (GMV) somou US$ 3,6 bilhões, alta de 21,6% em dólar em relação ao ano anterior. O marketplace da companhia vendeu 98 milhões de itens, alta de 17,3% ano a ano.

As ações da companhia listadas em Nova York fecharam ontem (31) em queda de 5,36%, cotadas a US$ 521,52, em meio a um movimento de baixa dos mercados norte-americanos.

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