Bolsonaro demite Mandetta e chama Teich para Ministério da Saúde

ReutersAdriano-Machado
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Mandetta foi chamado ao Palácio do Planalto na tarde de hoje (16) para ser informado da troca de comando no ministério

O presidente Jair Bolsonaro convidou o oncologista Nelson Teich para ocupar o Ministério da Saúde no lugar de Luiz Henrique Mandetta, informou à Reuters uma fonte que acompanha a situação.

Mandetta, que confirmou sua demissão no Twitter, foi chamado ao Palácio do Planalto na tarde de hoje (16) para ser informado da troca de comando no ministério. Bolsonaro informou pessoalmente ao agora ex-ministro que Teich será seu substituto.

“Acabo de ouvir do presidente Jair Bolsonaro o aviso da minha demissão do Ministério da Saúde”, disse Mandetta na rede social. “Quero agradecer a oportunidade que me foi dada, de ser gerente do nosso SUS, de pôr de pé o projeto de melhoria da saúde dos brasileiros e de planejar o enfrentamento da pandemia do coronavírus, o grande desafio que o nosso sistema de saúde está por enfrentar”, acrescentou o ortopedista.

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Bolsonaro estava em rota de colisão com Mandetta por causa da estratégia para combater a Covid-19. Para Bolsonaro, somente os integrantes do grupo de risco deveriam ficar isolados, e ele vinha criticando as medidas de restrição à circulação adotadas por governadores e defendidas pelo agora ex-ministro.

Mandetta foi alçado ao patamar de figura nacional com a pandemia de coronavírus e frequentemente teve sua atuação elogiada por governadores e parlamentares.

Filiado ao DEM, buscou apoio em correligionários da legenda durante a crise com Bolsonaro, chegando a jantar com os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), no auge dos atritos com o presidente.

O ministro não resistiu ao que Bolsonaro descreveu como “falta de humildade” ao contrariá-lo publicamente.

Convidado por Bolsonaro, o oncologista Teich chegou a ser cogitado para o cargo de ministro a Saúde em 2018, ainda no período do governo de transição, quando Bolsonaro escolhia seu ministério. O então presidente eleito, optou, no entanto, pelo ex-deputado Mandetta, que foi indicação da Frente Parlamentar da Saúde.

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