Forbes 400: os bilionários dos EUA que mais perderam dinheiro no último ano

Bruce Bennett/Getty Images
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Jeremy Jacobs Sr. viu seus serviços de alimentação em aeroportos, resorts e estádios esportivos sofrerem com a quarentena de Covid-19 em 2020

No total, os membros da Forbes 400 dos norte-americanos mais ricos enriqueceram US$ 240 bilhões no ano passado. Mas nem todo mundo na lista está mais rico do que um ano atrás. Os magnatas das indústrias mais atingidas pelo coronavírus (entretenimento, energia e lazer) viram suas fortunas diminuírem aos bilhões à medida que a pandemia fechava cinemas, reduzia a demanda por combustível e impedia o turismo.

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O bilionário cuja riqueza diminuiu mais em termos percentuais é Harold Hamm, o fundador da empresa independente de petróleo Continental Resources. A fortuna dele caiu 42% no ano passado, ou US$ 3,7 bilhões, como resultado de uma queda no valor das ações de sua empresa. Kelcy Warren, cuja empresa construiu o polêmico Dakota Access Pipeline, vale US$ 2,8 bilhões, quase 35% menos do que um ano atrás, após a turbulência no mercado de petróleo.

Outros cujas fortunas diminuíram em mais de um terço incluem Jeremy Jacobs, presidente da empresa de serviços de alimentação Delaware North, Rakesh Gangwal, que fundou a companhia aérea econômica indiana IndiGo, e Andres e Alejandro Santo Domingo, herdeiros de uma cervejaria colombiana hoje de propriedade da Anheuser-Busch InBev.

Em dólares, a fortuna de Warren Buffett diminuiu US$ 7,3 bilhões, mais do que qualquer outro na lista. Parte disso foi o resultado de uma doação de US$ 2,9 bilhões em ações da Berkshire Hathaway que ele fez em julho às fundações de caridade de seus filhos e à Fundação Bill e Melinda Gates. Buffett tem feito doações de bilhões de dólares com suas ações para as mesmas fundações desde 2006, já chegando ao valor de US$ 40 bilhões. E, mesmo depois de tudo isso, ele ainda ocupa o quarto lugar na Forbes 400.

A Forbes calculou o patrimônio líquido da lista Forbes 400 deste ano usando os preços das ações em 24 de julho de 2020.

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Veja na galeria a seguir os seis membros do ranking cujos patrimônios líquidos caíram mais em termos percentuais (os primeiros) e os cinco membros da lista cujas fortunas se contraíram mais em termos de valor bruto, que aparecem na sequência:

  • Harold Hamm e família
    Patrimônio líquido: US$ 5,1 bilhões (- US$ 3,7 bilhões, – 42%)

    No primeiro dia de 2020, Hamm deixou o cargo de CEO da Continental Resources após 43 anos no comando, apenas dois meses antes das ações da empresa despencarem quando os preços do petróleo caíram. A Continental Resources recuperou algum espaço no mercado, mas em 24 de julho estava sendo negociada por pouco mais da metade do preço do último Forbes 400.

    Alex Wong/Getty Images
  • Jeremy Jacobs Sr. e família
    Patrimônio líquido: US$ 2,6 bilhões (- US$ 1,7 bilhão, – 39,5%)

    A Delaware North, empresa que o pai de Jacobs fundou em 1915, opera serviços de alimentação em aeroportos, resorts e estádios esportivos, todos os lugares abandonados durante a pandemia. Como resultado, a Forbes reduziu o valor estimado de seu negócio. Jacobs também é dono do Boston Bruins, time de hóquei da NHL.

    Maddie Meyer/Getty Images
  • Rakesh Gangwal
    Patrimônio líquido: US$ 2,3 bilhões (- US$ 1,5 bilhão, – 39,5%)

    Morador de Miami, Gangwal possui quase 37% da IndiGo, a companhia aérea indiana de baixo custo que ele mesmo fundou em 2006. Como outros líderes de negócios da aviação, sua fortuna diminuiu quando as restrições de viagens resultaram em voos cancelados e desocupação de cabines. As ações da empresa controladora da IndiGo, InterGlobe Aviation, caíram 42% na bolsa norte-americana no ano passado.

    The India Today Group/Getty Images
  • Andres e Alejandro Santo Domingo
    Patrimônio líquido: US$ 2,8 bilhões cada (- US$ 1,5 bilhão, – 34,9% cada)

    Os irmãos herdaram a participação do pai na cervejaria SABMiller, que foi adquirida pela gigante das bebidas Anheuser Busch Inbev por US$ 100 bilhões em 2016. Cada um dos irmãos possui ações na AB InBev, que caíram drasticamente quando a expansão da Covid-19 fechou bares e estádios por todo o mundo.

    Patrick McMullan/Getty Images
  • Kelcy Warren
    Patrimônio líquido: US$ 2,8 bilhões (- US$ 1,5 bilhão, – 34,9%)

    Warren é o CEO e presidente da Energy Transfer, a empresa de dutos que fundou com o bilionário americano Ray C. Davis. As ações da empresa caíram 46% em relação à lista do ano passado até o final de julho, tirando uma parte do patrimônio líquido de Warren. Davis (patrimônio líquido: US$ 1,9 bilhão) saiu da Forbes 400 neste ano.

    Aaron M. Sprecher/Bloomberg
  • Warren Buffett
    Patrimônio líquido: US$ 73,5 bilhões (- US$ 7,3 bilhões, – 9%)

    Até mesmo o menor movimento no mercado pode significar bilhões ganhos ou perdidos para Buffett, a quarta pessoa mais rica dos EUA. Com uma mix de ações financeiras, de tecnologia e de manufatura, a Berkshire Hathaway caiu cerca de 5% no momento de fechamento da Forbes 400. Uma área de investimento que Buffett decidiu abandonar durante a pandemia foram as ações de companhias aéreas: a Berkshire Hathaway se desfez de suas participações nas quatro grandes empresas de aviação dos Estados Unidos.

    George Pimentel/Getty Images
  • Laurene Powell Jobs e família
    Patrimônio líquido: US$ 16 bilhões (- US$ 5,3 bilhões, – 24,9%)

    A quinta mulher mais rica da Forbes 400, Powell Jobs herdou participações consideráveis ​​da Apple e da Disney de seu falecido marido, o cofundador e CEO da Apple, Steve Jobs. Embora as ações da Apple tenham subido 75% em relação à lista do ano passado até o final de julho, a estimativa da Forbes de seu patrimônio líquido caiu com base em novas informações sobre suas participações.

    Dia Dipasupil/Getty Images
  • Sheldon Adelson
    Patrimônio líquido: US$ 29,9 bilhões (- US$ 4,7 bilhões, – 13,6%)

    A empresa de cassino Las Vegas Sands de Adelson possui algumas das propriedades mais chamativas da Las Vegas Strip, incluindo o The Venetian e o The Palazzo. Ele fechou seus cassinos por quase três meses e as ações da empresa caíram 20% em comparação com a lista do ano passado em 24 de julho. Enquanto outros grandes grupos de cassinos como MGM e Wynn demitiram milhares de funcionários, Adelson prometeu continuar pagando 8.000 funcionários nos EUA até o final de outubro de 2020.

    Shahar Azran/Getty Images
  • Harold Hamm e família
    Patrimônio líquido: US$ 5,1 bilhões (- US$ 3,7 bilhões, – 42%)

    O patrimônio líquido de Hamm foi o que mais caiu em porcentagem de qualquer um na Forbes 400. Embora sua empresa, a Continental Resources, tenha se recuperado do fundo do poço de abril, as ações desvalorizaram em 43% entre 6 de setembro e 24 de julho. Ele aparece duas vezes na lista pois sua fortuna teve perdas tanto em percentual como em valor bruto.

    The Washington Post /Getty Images
  • Carl Icahn
    Patrimônio líquido: US$ 14 bilhões (- US$3,6 bilhões, – 20,5%)

    A Icahn Enterprises, empresa fundada por Icahn em 1987, tem investimentos em áreas que foram fortemente afetadas pela pandemia, incluindo as indústrias de energia e automotiva. A companhia perdeu 18% de valor financeiro desde a lista do ano passado.

    CNBC/Getty Images

Harold Hamm e família
Patrimônio líquido: US$ 5,1 bilhões (- US$ 3,7 bilhões, – 42%)

No primeiro dia de 2020, Hamm deixou o cargo de CEO da Continental Resources após 43 anos no comando, apenas dois meses antes das ações da empresa despencarem quando os preços do petróleo caíram. A Continental Resources recuperou algum espaço no mercado, mas em 24 de julho estava sendo negociada por pouco mais da metade do preço do último Forbes 400.

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