Inflação e dólar mais altos reduzem estimativas para PIB

Desemprego e período eleitoral contribuem para a baixa na expectativa de crescimento.

Redação, com Reuters
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Inflação e dólar mais altos reduzem estimativas para PIB - iStock
Inflação e dólar mais altos reduzem estimativas para PIB - iStock

Copom decide nesta quarta-feira se manterá ou não a Selic em 6,5%.

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Segundo pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central hoje (17), o mercado voltou a reduzir a projeção para o crescimento da atividade econômica no Brasil em 2018, mas elevou a conta para a inflação em meio ao nível mais alto do dólar.
Em um cenário de dificuldade de impulso da atividade com desemprego alto e incertezas elevadas antes da eleição presidencial de outubro, a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) este ano é calculada agora em 1,36%, contra 1,40% anteriormente. Para 2019, permanece a expectativa de crescimento de 2,5%.

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O levantamento semanal realizado com uma centena de economistas mostra ainda que o cálculo para a inflação foi elevado em 0,04%, com a estimativa de alta do IPCA este ano chegando agora a 4,09%, enquanto que para o ano que vem a projeção segue em 4,11%.

O centro da meta oficial do governo para 2018 é de 4,5% e, para 2019, de 4,25%, sendo que para ambos os anos há margem de tolerância de 1,5% para mais ou para menos.

A mudança ocorre em meio a um cenário de real mais desvalorizado, com a projeção para o dólar no final deste ano passando a R$ 3,83, de R$ 3,80 antes. Para 2019, a estimativa também subiu a R$ 3,75, de R$ 3,70.

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Ainda assim, os especialistas consultados deixaram inalteradas as contas para a taxa básica de juros, com a Selic estimada a 6,5% no final deste ano e a 8% em 2019. O Top 5, grupo dos que mais acertam as previsões, continua vendo a taxa respectivamente a 6,5% e 7,63%, na mediana das projeções.

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O Comitê de Política Monetária (Copom) decide na quarta-feira (19) se manterá ou não a Selic na atual mínima histórica, de 6,5%, sendo que em suas últimas comunicações o BC tem reforçado que só reagirá pelo canal de política monetária quando os choques, incluindo o cambial, baterem na expectativa de inflação no horizonte relevante.

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