Privatizações devem reforçar receita do Citi no Brasil

Vendas de ativos públicos são aposta do banco para crescer no país.

Redação, com Reuters
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O Citi também está planejando uma expansão na divisão de banco comercial, que fornece serviços para empresas de médio porte.

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O Citigroup espera aumentar receita anual no Brasil nos próximos anos por meio de negócios com assessoria de venda de ativos públicos e de um renascimento dos mercados de capitais, disse hoje (18) o presidente-executivo no Brasil do banco norte-americano.

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Marcelo Marangon disse que o Citi espera que a receita anual no Brasil cresça de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,5 bilhão nos próximos anos. Ele não especificou um prazo para o objetivo.

As vendas mais rápidas de ativos do governo devem ser de participações de bancos estatais, como o BNDES e a Caixa Econômica Federal, em empresas de capital aberto.

O BNDESPar detém participações em empresas de energia elétrica, como Eletrobras, AES Tietê Energia e Cemig, bem como na processadora de carnes JBS.

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O Citi também está planejando uma expansão na divisão de banco comercial, que fornece serviços para empresas de médio porte. O chefe da área, Antonio Rubens, disse que planeja duplicar os ativos da unidade comercial brasileira até 2020.

A unidade comercial do banco tem cerca de R$ 5 bilhões em ativos, de R$ 75 bilhões de toda a operação brasileira do Citi, a maior parte dedicada a corporações maiores.

Rubens disse que esses ativos saltaram 27% em 2018, com a recuperação econômica aumentando a demanda. Os depósitos cresceram 10%, para R$ 3 bilhões.

O Citi está visando empresas com faturamento entre R$ 200 milhões e R$ 1,8 bilhão, disse ele.

Este movimento ressalta uma mudança na estratégia do Citi no Brasil para atividades de atacado, após a venda de suas atividades de varejo para o Itaú Unibanco por R$ 710 milhões.

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