6 riscos globais nos negócios para ficar de olho em 2020

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Política e mudanças climáticas estão entre as questões problemáticas para o ano

A Grande Depressão norte-americana, nos anos 1920, devastou as empresas e definiu uma década inteira. O que os anos 2020 reservam? Aqui está uma lista rápida dos principais riscos que devem estar no radar de quem faz negócios:

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  • Falta de resiliência cibernética

    O aumento da tensão entre os EUA e o Irã colocou líderes em alerta para ataques cibernéticos de nações, mas isso é apenas uma parte de uma ameaça muito mais complexa. As empresas estão preocupadas com a ameaça de um grande ataque cibernético depois que estimadamente 8,5 bilhões de contas foram comprometidas em 2019. Segundo Hackmageddon, cerca de 85% dos ataques perpetrados são atribuídos a agentes criminosos, e isso certamente continuará enquanto incentivos econômicos e baixa probabilidade de penalidade permanecerem. As ameaças também podem resultar de falha acidental de TI, erro de funcionário ou até mesmo pela ação de um colaborador insatisfeito.

    O índice de resiliência do Disaster Recovery Institute International identifica os principais ataques cibernéticos, violações graves de dados e interrupção de TI como as três principais preocupações dos profissionais pesquisados. As boas notícias? A melhor defesa envolve medidas rotineiras, como minimizar privilégios administrativos e planejamento de recuperação de desastres. A liderança deve tornar a resiliência cibernética uma clara prioridade.

  • Mudanças econômicas

    Em 2019, uma desaceleração global foi liderada por mercados emergentes e em desenvolvimento e menos investimentos foram feitos por parte das empresas, embora os gastos do consumidor continuassem confiantes. Em 2020, a economia global entrará em uma recuperação modesta, mas com risco contínuo de desaceleração. Embora a expansão econômica dos EUA tenha sido a mais longa da história, os ganhos não se espalharam igualmente e os debates contenciosos em torno de questões de desigualdade de renda, desemprego e dívida, principalmente dívidas de estudantes, continuarão e provavelmente esquentarão à medida que a eleição se aproxima. Isso pode afetar o comportamento do consumidor, levar a mudanças regulatórias ou ambas.

    Preste muita atenção ao acerto de contas contínuo entre EUA e China. Embora tenha havido algum progresso na atual guerra comercial, conflitos de longo prazo em torno de valores, influência e governança não desaparecerão tão cedo. A competição continuará impactando as cadeias de suprimentos e a tecnologia global, à medida que a China persegue seu objetivo de promover uma inovação própria e reduzir sua dependência de produtos e serviços americanos.

  • Política

    A política dominará cada vez mais as nossas vidas e as notícias com a instabilidade na maioria das regiões, principalmente na América Latina e no Oriente Médio. O nacionalismo mantém uma forte presença, especialmente na Índia e na Europa Oriental. As eleições presidenciais dos EUA serão controversas e deixarão muitos se sentindo amargos, independentemente do resultado. Campanhas de desinformação, incluindo deepfakes, e a contínua controvérsia em torno da publicidade política nas plataformas de mídia social aumentarão o descontentamento. O Brexit continuará a se desenrolar, mas com mais previsibilidade agora que os conservadores têm um mandato. Enquanto isso, é provável que a União Europeia continue as batalhas de privacidade e antitruste com os gigantes da tecnologia dos EUA e procurará desempenhar um papel de liderança ainda mais forte em questões climáticas.

    Liderados pelo descontentamento, os governos estão adotando medidas regulatórias para lidar com as queixas sociais e ambientais. As empresas, principalmente as grandes corporações multinacionais, já são afetadas pelo aumento da regulamentação e isso seguirá aumentando. Os regulamentos virão de níveis diferentes e provavelmente serão contraditórios, levando a uma complexa colcha de retalhos de conformidade e possíveis litígios.

  • Desastres naturais

    Embora todos tenhamos focado na política, a natureza tem estado ocupada e continuará chamando a atenção para si. Incêndios florestais na Austrália queimaram cerca de 82879,62 quilômetros quadrados, o que supera as queimadas na Amazônia em cerca de 12949,94 quilômetros quadrados e as na Califórnia. O fogo continuará sendo uma ameaça significativa em 2020, assim como as ondas de calor. Por outro lado, tufões e chuvas torrenciais que levam a inundações serão um problema para a Ásia, tão propensa a desastres. A África será afetada por secas e inundações.

    Com a crise das mudanças climáticas, as empresas precisam levar a sério o cálculo do risco climático, tomando decisões estratégicas sobre onde localizar instalações e como projetar cadeias de suprimentos. Essa ameaça também é uma oportunidade de se comunicar com clientes e investidores que se preocupam com o meio ambiente e mostrar que você está sendo proativo.

  • Escândalos de liderança

    O ano de 2019 foi repleto de histórias de escândalos de liderança. A Boeing demitiu seu CEO no último capítulo de sua luta para colocar seus 737 MAX LTs no ar. O ex-CEO da Nissan fugiu da justiça no Japão, supostamente dentro em uma caixa e embarcando em um jato particular para Beirute (uma queda impressionante para um líder que já foi aclamado como herói). A WeWork implodiu em meio a rumores do comportamento megalomaníaco de seu CEO, e mesmo reduzindo sua avaliação em mais de 75% não conseguiu salvar seu IPO. A marca de malas Away foi exposta por sua cultura excessivamente transparente e totalmente tóxica, que acabou envolvendo a Slack no processo.

    O ponto importante aqui é que você deve avaliar seu próprio estilo de liderança e estratégias de governança. Você é culpado de algum tipo de comportamento como esse? Possui conhecimento adequado em gerenciamento de crises? Se você deseja que mais exemplos sejam analisados, procure por ótimos relatos, como os documentários do Fyre Festival e livros como “Bad Blood: Fraude Bilionária no Vale do Silício” (ed. Alta Books), sobre a ascensão e queda da Theranos, para narrar esses escândalos.

  • Lutas humanas

    Como todo e qualquer funcionário, os líderes de negócios são apenas pessoas sujeitas à fragilidade e à fraqueza humana. Seja no escritório, nas audiências diurnas de impeachment ou na música de abertura do que você assistirá mais tarde no Disney +, pode ser difícil se concentrar na tarefa em questão. De fato, toda vez que você desvia o olhar de um projeto para verificar, digamos, a notificação do Facebook no seu telefone, leva uma média de 23 minutos para se reorientar. Quanta produtividade é perdida por distrações no local de trabalho ou, pior ainda, ansiedade ou depressão?

    De acordo com um estudo de 2019 da Unum, 62% dos dias de trabalho perdidos podem ser atribuídos a condições de saúde mental, e as doenças mentais são uma das principais causas de incapacidade dos trabalhadores nos EUA. Embora o óleo CBD (à base de cannabis) possa ser apontado como a panacéia universal de nossos dias, certamente não vai resolver todos os problemas. As normas comportamentais no local de trabalho estão mudando, e isso pode criar momentos de desconforto e confronto. É importante criar uma cultura de trabalho aberta e solidária, na qual seus funcionários se sintam valorizados, motivados e apoiados enquanto enfrentam esses desafios mundanos.

Falta de resiliência cibernética

O aumento da tensão entre os EUA e o Irã colocou líderes em alerta para ataques cibernéticos de nações, mas isso é apenas uma parte de uma ameaça muito mais complexa. As empresas estão preocupadas com a ameaça de um grande ataque cibernético depois que estimadamente 8,5 bilhões de contas foram comprometidas em 2019. Segundo Hackmageddon, cerca de 85% dos ataques perpetrados são atribuídos a agentes criminosos, e isso certamente continuará enquanto incentivos econômicos e baixa probabilidade de penalidade permanecerem. As ameaças também podem resultar de falha acidental de TI, erro de funcionário ou até mesmo pela ação de um colaborador insatisfeito.

O índice de resiliência do Disaster Recovery Institute International identifica os principais ataques cibernéticos, violações graves de dados e interrupção de TI como as três principais preocupações dos profissionais pesquisados. As boas notícias? A melhor defesa envolve medidas rotineiras, como minimizar privilégios administrativos e planejamento de recuperação de desastres. A liderança deve tornar a resiliência cibernética uma clara prioridade.

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