As estratégias da Granado para atravessar a turbulência com classe

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Loja em Paris

O mais que atípico ano de 2020 está longe de ser motivo para que a Granado, uma das marcas mais tradicionais do país, deixe de comemorar seus 150 anos de história. Em 1870, o português José Antônio Coxito Granado abriu sua primeira botica no Centro do Rio de Janeiro, que logo recebeu de dom Pedro 2º o título de “farmácia oficial da família imperial”. E ela está lá até hoje, de onde assistiu ao Brasil e ao mundo atravessarem períodos tão ou mais desafiadores que o atual – incluindo duas guerras mundiais e outras pandemias –, adaptando-se, consolidando-se e crescendo.

A economista Sissi Freeman, diretora de marketing e vendas, é a responsável pelos ares vintage que sopram na empresa desde sua chegada, em 2004. Filha do inglês Christopher Freeman, dono do negócio desde 1994, ela conta que um de seus primeiros projetos foi o de aberturas das lojas-conceito, em 2006. “A partir disso, repaginamos os produtos para que transmitissem os valores da Granado”, introduz Sissi. Desde então foram abertas 74 lojas físicas no Brasil, todas próprias, 69 com a marca Granado e cinco da Phebo, que os Freeman adquiriram em 2004. Além delas, cinco pontos de venda internacionais, sendo três lojas em Paris e presença na curadoria das lojas Casa Pau Brasil de Lisboa e Cascais. Em julho, foi aberta a nova loja-conceito de dois andares na Rua Oscar Freire, em São Paulo. Além dos pontos físicos, dois e-commerces cobrem o território nacional e a Europa.

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“Por ser uma marca tão tradicional, a Granado sempre é chamada quando há um evento lá fora com temática brasileira. A Le Bon Marché, por exemplo, bateu na nossa porta quando fizeram o ‘Ano do Brasil’, em 2014, e recriaram uma loja da Granado em Paris.” A parceria acabou durando até 2019. “Foi um grande aprendizado. Eles posicionaram a marca
em uma faixa de preço mais alta, no mesmo patamar de concorrentes globais. É a margem que você precisa para construir uma grife fora do país. Isso representou uma abertura de portas para o consumidor brasileiro. Quando falamos de produtos de beleza, o mercado aqui ficou fechado por muitos anos, o que acabou por valorizar o importado”, diz a executiva.

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Sissi Freeman, diretora de marketing do grupo

A pandemia também abriu um novo caminho: o faturamento do e-commerce saltou da média de R$ 200 mil para R$ 2 milhões mensais, patamar que Sissi acredita que se manterá devido à reconfiguração dos hábitos de consumo. Para 2020, a projeção é faturar entre 10% e 15% a mais que o ano anterior (que já havia registrado crescimento de 17%), aproximando a empresa do patamar de R$ 700 milhões.

Reportagem publicada na edição 79, lançada em agosto de 2020

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