IPOs de fevereiro: Mosaico tem alta de quase 46% após estreia na Bolsa

Entre as 12 empresas que abriram capital no mês, cinco tiveram rentabilidade positiva, uma ficou em zero e seis no negativo.

Artur Nicoceli
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No último mês, 12 empresas iniciaram a negociação de suas ações na Bolsa brasileira

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O número de empresas que estrearam na Bolsa em fevereiro bateu recordes: 12 companhias realizaram o famoso IPO (Oferta Pública Inicial, na sigla em inglês). No acumulado do mês, no entanto, o saldo não foi positivo para todas. Segundo dados da Economática compartilhados pela Warren com o Forbes Money, as ações da Mosaico (MOSI3) tiveram rentabilidade de +45,91% em fevereiro, enquanto da Focus Energia caíram para -21,75%.

A brusca variação nas novatas da B3, no entanto, não deve ser motivo de grande preocupação para os investidores. De acordo com Arthur Constancio, especialista de produtos e alocação na BlueTrade, a variação (sobe e desce) de preços de um ativo (advindo de um recente IPO) é comum nas primeiras semanas: “a volatilidade é normal, pois existe uma falta de referência na precificação, ou seja, as negociações precisam durar algumas semanas para compreender qual é o valor médio do papel”, explica.

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Em março, quatro empresas já solicitaram abertura de capital: Bionexo, Grupo Avenida, Infracommerce e Rio Alto Energias Renováveis. Com os bons resultados das vacinas contra o coronavírus e as possíveis aprovações das reformas econômicas, Flávio Machado, sócio e líder de IPO da EY, espera que 2021 chegue a mais de 100 ofertas, ultrapassando o recorde de 2007 quando 64 ofertas foram realizadas.

Veja como foi o desempenho das empresas que realizaram IPO em fevereiro por ordem de rentabilidade:

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  • Mosaico (MOSI3)

    A Mosaico, dona dos sites Zoom, Buscapé e Bondfaro, fez sua estreia a R$ 19,80 por ativo e movimentou R$ 1,2 bilhão. A Mosaico estreou na B3 em 5 de fevereiro.

    A companhia afirmou que usará os recursos da oferta primária para a quitação de financiamento com o BTG Pactual, bem como ampliação da participação no mercado de comércio eletrônico.

    No pregão do dia 28 de fevereiro, o papel da companhia fechou em R$ 28,29. A rentabilidade mensal da Mosaico foi de +45,91%.

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  • Intelbras (INTB3)

    A Intelbras estrou na B3 em 4 de fevereiro, movimentando R$ 1,3 bilhão, de acordo com documentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

    Do total, R$ 579,6 milhões ficaram com os acionistas vendedores e o restante dos recursos foram destinados para aquisições, expansão da capacidade industrial, ampliação de soluções de software e hardware e canais de varejo, segundo prospecto preliminar do IPO.

    A companhia precificou o ativo na oferta em R$ 15,75 e no último pregão de fevereiro, o papel fechou em R$ 19. A rentabilidade acumulada no mês foi de 20,63%.

    Intelbras
  • Bemobi (BMOB3)

    No dia 10 de fevereiro, a ação da Bemobi estreou negociada a R$ 22, valor próximo do ponto superior da faixa estimada pelos coordenadores da oferta, de R$ 17,60 a R$ 23,10.

    Segundo informações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a venda de ações novas, cujos recursos foram para o caixa da companhia, somou R$ 1,09 bilhão, enquanto acionistas da empresa venderam o equivalente a R$ 164,1 milhões, perfazendo R$ 1,258 bilhão.

    A companhia afirmou no prospecto preliminar da oferta que usará os recursos para pagar obrigações ligadas à reorganização societária e dividendos referentes a anos anteriores, além de comprar ativos.

    A rentabilidade no acumulado do mês da ação ficou em 17,32% no mês, negociada no último pregão de fevereiro em R$ 25,81.

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  • Mobly (MBLY3)

    A Mobly, loja de móveis, precificou sua ação a R$ 21, em uma operação que movimentou R$ 933 milhões. No último pregão do mês anterior, o papel da companhia ficou em R$ 24 e a rentabilidade de fevereiro foi de +14,29%. A companhia estreou na B3 em 5 de fevereiro.

    Os recursos da oferta primária (R$ 777,8 milhões) serão destinados para o fortalecimento do capital de giro e estrutura financeira, bem como investimento em bens de capitais, incluindo a expansão de novas lojas físicas, centros de distribuições, entre outros.

    Instagram/B3
  • CSN Mineração (CMIN3)

    A Oferta Pública Inicial da CSN Mineração foi precificada a R$ 8,50 cada ativo, movimentando R$ 5,2 bilhões. O preço saiu no piso da faixa indicativa dos coordenadores da oferta, que ia até R$ 11,35. A companhia estreou na B3 em 18 de fevereiro.

    Com a venda de R$ 1,37 bilhão em ações novas, a companhia investirá em projetos como Itabirito P15 e na recuperação de rejeitos da barragem Pires e Casa de Pedra, a principal mina da empresa, localizada em Congonhas (MG).

    A siderúrgica CSN, a Japão Brasil e a sul-coreana Posco levantaram o equivalente a R$ 3,85 bilhões com a venda de participações no negócio.

    A CSN Mineração fechou o mês de fevereiro com o ativo precificado a R$ 8,93 e com uma rentabilidade mensal de 5,06%.

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  • Jalles Machado (JALL3)

    O IPO da Jalles Machado saiu a R$ 8,30 por ativo e movimentou R$ 741,5 milhões. O preço ficou abaixo da faixa estimada, estimado pelos coordenadores da operação, que ia de R$ 10,35 a R$ 12,95. A companhia estreou na B3 em 8 de fevereiro.

    A venda de ações novas (oferta primária) movimentou R$ 594 milhões, recursos que vão para o caixa da empresa. No prospecto preliminar da oferta, em dezembro, a Jalles disse que usaria os recursos da oferta primária para comprar uma terceira unidade industrial e investir no aumento da produção de cana-de-açúcar nas duas usinas atuais, ambas em Goiás.

    Alguns acionistas também venderam o equivalente a R$ 147,5 milhões em participações na empresa.

    Com os recursos, a Jalles Machado planeja investir na expansão de suas operações.

    No último pregão do mês, a Jalles Machado manteve o preço do seu ativo em R$ 8,30, sem variação mensal.

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  • OceanPact (OPCT3)

    O IPO da Oceanpact saiu a R$ 11,15 por ação, somando R$ 1,22 bilhão. Do montante total, R$ 920 milhões correspondem à venda de ações novas, cujos recursos a Oceanpact usará para ampliar sua frota de navios, que atualmente conta com 23 embarcações, e adquirir máquinas e equipamentos. A companhia estreou na B3 em 12 de fevereiro.

    A rentabilidade acumulada em fevereiro foi de -2,24% e o preço do ativo fechou o último pregão do mês anterior em R$ 10,9.

    Instagram/B3
  • Orizon (ORVR3)

    O IPO da Orizon saiu a R$ 22 por ação, movimentando R$ 554 milhões. O valor ficou na faixa estimada pelos coordenadores da oferta, Credit Suisse, BTG Pactual e XP Investimentos, que ia de R$ 20 a R$ 27 por papel. A companhia estreou na B3 em 17 de fevereiro.

    De acordo com os dados na CVM, R$ 381,4 milhões foram da venda de ações novas, cujos recursos a companhia pretende usar para investimentos em expansão, aquisições, amortização de dívida e reforço do capital giro.

    Acionistas da companhia, incluindo veículos de investimentos Inovatec Participações e Spectra Portinari, também venderam o equivalente a R$ 172,55 milhões em participação na oferta.

    A Orizon fechou o mês de fevereiro com o ativo precificado a R$ 21,4 e a rentabilidade em -2,73%.

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  • Cruzeiro do Sul Educacional (CSED3)

    A Oferta Pública Inicial da Cruzeiro do Su saiu a R$ 14 por papel, abaixo do esperado, e movimentou R$ 1,23 bilhão. A faixa estimativa fixada pelos coordenadores, que inclui BTG Pactual, Bradesco BBI, Bank of America, Morgan Stanley e Santander, era de R$ 16,40 a R$ 19,60 por ação. A companhia estreou na B3 em 11 de fevereiro.

    Do montante total, R$ 1,07 bilhão correspondem à emissão de ações novas, cujos recursos irão para o caixa da companhia, que pretende usá-los para comprar rivais no setor.

    Outros R$ 160,65 milhões são da venda de ações detidas por sócios da Cruzeiro do Sul, incluindo fundos geridos pela BRL Trust e pela Magnetis.

    A rentabilidade acumulada em fevereiro foi de -7,21% e o papel da Cruzeiro do Sul fechou em fevereiro no valor de R$ 12,99.

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  • Eletromidia (ELMD3)

    A Oferta Pública Inicial da Eletromidia saiu a R$ 17,81 por ação e movimentou R$ 871,6 milhões. O preço ficou no piso da faixa estimativa dos coordenadores da oferta, os bancos Morgan Stanley, Itaú BBA, Bradesco BBI, Santander e UBS-BB, que ia até R$ 23 reais por ativo. A companhia estreou na B3 em 17 de fevereiro.

    A companhia captou R$ 700 milhões com a venda de ações novas, cujos recursos usará para expansão orgânica e aquisições. Os fundos Vesuvius LBO e Olonk, sócios na empresa, venderam o equivalente a r$ 171,6 milhões no negócio.

    A rentabilidade da Eletromidia ficou em -7,92% e a companhia fechou o mês de fevereiro com o ativo precificado a R$ 16,4.

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  • Westwing (WEST3)

    As ações da Westwing foram precificadas em R$ 13; o IPO movimentou R$ 1,16 bilhões. No último pregão de fevereiro, o papel caiu para R$ 11,75 e a rentabilidade ficou em -9,62%. A companhia estreou na B3 em 11 de fevereiro.

    No IPO, foram vendidas 33 milhões de ações na oferta primária e 56 milhões na secundária, que teve como vendedores a Oikos e a Tatix, além de Carlos Andres Alfonso Mutschler Castillo (presidente) e Eduardo Balbao Ribeiro de Oliveira (vice-presidente de operações).

    Os recursos da oferta primária (R$ 430,3 milhões) serão destinados para expansão de mercado, marketing, tecnologia, marca própria e logística, de acordo com o prospecto preliminar do IPO, que teve como coordenadores BTG Pactual, XP Investimentos, JPMorgan e Citi.

    B3
  • Focus Energia (POWE3)

    A Focus Energia captou cerca de R$ 765 milhões na Oferta Pública Inicial. Além da venda de ações novas, sócios da companhia venderam o equivalente a R$ 122,4 milhões em participação no negócio. Com isso, a oferta total movimentou R$ 887,4 milhões. A companhia estreou na B3 em 8 de fevereiro.

    A Focus Energia disse que usará os recursos obtidos com a operação principalmente em projetos solares, com o objetivo de revender a produção dos parques no chamado mercado livre; prevê a construção do chamado Projeto Futura, um empreendimento de energia solar que segundo a companhia seria um dos maiores do Brasil; estruturará projetos de geração distribuída de energia.

    A oferta foi definida a R$ 18,02 por papel, abaixo da faixa indicativa de R$ 21,20 a R$ 28,6 cada. A empresa movimentaria cerca de R$ 1 bilhão se as ações saíssem no meio dessa faixa. No último pregão de fevereiro, o papel da Focus Energia ficou em R$ 14,01. A rentabilidade de fevereiro foi de -21,75%.

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Mosaico (MOSI3)

A Mosaico, dona dos sites Zoom, Buscapé e Bondfaro, fez sua estreia a R$ 19,80 por ativo e movimentou R$ 1,2 bilhão. A Mosaico estreou na B3 em 5 de fevereiro.

A companhia afirmou que usará os recursos da oferta primária para a quitação de financiamento com o BTG Pactual, bem como ampliação da participação no mercado de comércio eletrônico.

No pregão do dia 28 de fevereiro, o papel da companhia fechou em R$ 28,29. A rentabilidade mensal da Mosaico foi de +45,91%.

 

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