Liderança inclusiva é tendência; saiba como treinar

Reprodução/Forbes
Com um modelo de liderança inclusiva, os integrantes da equipe se sentem valorizados e têm uma sensação de pertencimento, de modo a melhorar o seu desempenho

Resumo:

 

  • Ter um estilo de liderança inclusivo traz uma série de benefícios;
  • Pesquisas mostram que, com o modelo, equipes têm melhor desempenho, são mais colaborativas e tomam decisões assertivas;
  • Veja como treinar a liderança inclusiva a partir de uma perspectiva de atuação e improvisação.

Neste momento de mudanças rápidas e inesperadas, a adoção de um estilo de liderança inclusivo é importante para o sucesso da equipe. Com esse modelo, todos os integrantes se sentem valorizados e têm uma sensação de pertencimento. Além disso, percebem que são tratados de forma justa e respeitosa e se sentem confiantes, inspirados e apoiados.

VEJA MAIS: Por que confundir diversidade com inclusão no local de trabalho pode ser perigoso

Pesquisas mostram que equipes com líderes inclusivos têm melhor desempenho, são mais colaborativas e tomam decisões assertivas. O aumento no envolvimento dos funcionários também revelou um efeito positivo na redução do custo das faltas.

Por essas e muitas outras razões, a liderança inclusiva é essencial para o chefe do futuro. Obviamente, a maioria dos líderes deseja ser assim e pode seguir um conjunto de comportamentos e ações específicas para chegar lá. Esse é um ótimo começo, no entanto, para que transformações reais e sustentáveis ocorram, a mudança de comportamento é apenas o primeiro passo.

Recomenda-se aos líderes que sejam curiosos, abertos, flexíveis e empáticos. Todavia, isso requer uma mudança fundamental. Esta é uma área em que minha empresa e outras como nós se concentram: utilizar as técnicas aplicadas por atores e improvisadores a fim de ajudar os líderes a descobrir como alcançar maior flexibilidade, abertura e empatia. Essa é uma das chaves para atingir a liderança inclusiva.

Então, além da conscientização, como os líderes começam a fazer essa mudança?

Veja abaixo, 3 estratégias para alcançar a liderança inclusiva:

  • 1. Abertura

    O elemento de abertura é aquele que a maioria dos líderes diria possuir, todavia, é importante entender o que esta palavra realmente significa. Frequentemente, quando os chefes dizem que são “abertos”, o que geralmente se querem dizer é que eles são “tolerantes”.

    Abertura e tolerância são, de fato, opostos. A primeira significa “meu caminho é o caminho certo e melhor, mas vou tolerar seu erro sem muita rigidez”. Por exemplo, eu “tolero” uma pedra no meu sapato porque não quero parar para removê-la, mas isso não significa que estou “aberto” para que ela esteja lá.

    Abertura é a capacidade de receber, sem julgamento, os pensamentos, sentimentos, crenças e comportamento de outras pessoas. Não se trata de concordar, mas perguntar: como posso aprender mais sobre uma perspectiva que ainda não entendo? Como posso fazer as conexões para ver como isso faz sentido no mundo de alguém, mesmo que não faça sentido no meu? A ideia de abertura tem um aspecto acolhedor e, sem ela, a experiência de valor e pertencimento não ocorre.

    Para cultivar a abertura, questione em vez de julgar por suas próprias crenças. Os atores são frequentemente chamados a interpretar personagens que são diferentes deles, e isso pode estar em nítido contraste com suas crenças pessoais. Não julgar e ter curiosidade sobre as escolhas do personagem são cruciais para o sucesso.

  • 2. Perspectivas

    A ideia de ver o mundo através de uma lente diferente da nossa pode ser assustadora. Sabemos o que sabemos e operamos a partir de nossas experiências e crenças pessoais.

    Então, como um líder pode sair de si e olhar por uma lente com a qual talvez não esteja familiarizado? Isso é algo que um ator faz sempre que assume um papel. Um ator olha para os valores e emoções do personagem. O que o personagem valoriza e que emoções ele está experimentando?

    Para aprimorar a tomada de perspectiva, procure entender os valores e emoções dos outros e como eles se relacionam com suas ações e comportamentos. Valores e emoções são familiares e, a partir disso pode ser mais confortável sair de nós mesmos e ver pelas lentes de outros.

  • 3. Lidando com a ambiguidade

    A certeza é uma das necessidades humanas básicas. Lidar com a ambiguidade pode provocar desconforto na melhor das hipóteses e pânico na pior. Ser confrontado com crenças, culturas ou atitudes diferentes e desconhecidas pode abalar totalmente o senso de certeza das pessoas. Com certeza, existe a capacidade de estar “certo” e ter a ilusão de controle. A ambiguidade requer estar bem com o desconhecido.

    Não saber o que acontecerá a seguir, que ação tomar ou como reagir pode gerar medo. São essas emoções que podem levar as pessoas a rotular, categorizar e julgar os outros. Eu tinha um cliente que faria qualquer coisa para evitar ambiguidade. Ele preferia ter certeza de algo que pode estar incorreto do que não saber. Isso acontece inconscientemente.

    Para atores e improvisadores, em particular, o conforto com a ambiguidade não é apenas uma qualidade necessária, mas parte da alegria e do desafio. A certeza e o controle sufocam a criatividade e a inovação. Os improvisadores prosperam na ambiguidade porque tudo é possível.

    Líderes que se sentem confortáveis com a ambiguidade têm a vantagem de serem flexíveis o suficiente para se adaptarem rápida e criativamente às novas circunstâncias. Para se sentir mais à vontade com a ambiguidade, reformule o conceito de incerteza de algo negativo para um em que haja infinitas possibilidades e oportunidades.

1. Abertura

O elemento de abertura é aquele que a maioria dos líderes diria possuir, todavia, é importante entender o que esta palavra realmente significa. Frequentemente, quando os chefes dizem que são “abertos”, o que geralmente se querem dizer é que eles são “tolerantes”.

Abertura e tolerância são, de fato, opostos. A primeira significa “meu caminho é o caminho certo e melhor, mas vou tolerar seu erro sem muita rigidez”. Por exemplo, eu “tolero” uma pedra no meu sapato porque não quero parar para removê-la, mas isso não significa que estou “aberto” para que ela esteja lá.

Abertura é a capacidade de receber, sem julgamento, os pensamentos, sentimentos, crenças e comportamento de outras pessoas. Não se trata de concordar, mas perguntar: como posso aprender mais sobre uma perspectiva que ainda não entendo? Como posso fazer as conexões para ver como isso faz sentido no mundo de alguém, mesmo que não faça sentido no meu? A ideia de abertura tem um aspecto acolhedor e, sem ela, a experiência de valor e pertencimento não ocorre.

Para cultivar a abertura, questione em vez de julgar por suas próprias crenças. Os atores são frequentemente chamados a interpretar personagens que são diferentes deles, e isso pode estar em nítido contraste com suas crenças pessoais. Não julgar e ter curiosidade sobre as escolhas do personagem são cruciais para o sucesso.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).