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10 dicas para empresas e candidatos driblarem a LGBTfobia em processos seletivos

Perguntas insistentes sobre sexualidade e até a recusa do nome social podem configurar casos de preconceito

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Ivan Balvan/Getty Images
Ivan Balvan/Getty ImagesPerguntas insistentes sobre sexualidade e até a recusa do nome social podem configurar casos de preconceito

Dois anos depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) ter equiparado a discriminação de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais ao crime de racismo, a comunidade LGBTQIA+ continua travando uma lutra contra a LGBTfobia. De acordo com dados do GCB (Grupo Gay da Bahia), uma pessoa morre a cada 19 horas no Brasil por causa da orientação sexual. 

Nem sempre, no entanto, o preconceito é escancarado. Os chamados vieses inconscientes podem influenciar o julgamento alheio em diferentes situações, desde relações pessoais até momentos decisivos para a vida profissional dos representantes dessa comunidade – como as entrevistas de emprego. Atualmente, no país, a taxa de desemprego de pessoas LGBTQIA+ é quase 7% maior do que a média nacional, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

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“Como consultor de recrutamento, recebo muitos questionamentos. Vivemos em uma sociedade que ainda tem muito o que aprender quando o assunto é a convivência com o diferente. As discussões sobre discriminação sexual deveriam estar presentes nas mesas de reuniões de toda organização que quer promover mudanças e continuar prosperando nos negócios”, diz André Benito, consultor de recrutamento sênior do PageGroup.

Os obstáculos nos processos seletivos podem vir mascarados, ainda, de mera curiosidade ou até mesmo de burocracia. Esabela Cruz, head de diversidade do Mercado Livre e reconhecida pela Out&Equal – fórum especializado – como líder aliada pela inclusão LGBTQIA+ no Brasil, explica que perguntas diretas sobre a sexualidade do candidato, assim como a insistência prolongada no assunto – que acaba chamando mais atenção do que as qualidades profissionais -, são alguns dos comportamentos considerados condenáveis para uma equipe de recursos humanos. Da mesma forma, a recusa do nome social em crachás e cadastros internos da empresa também constitui casos de LGBTfobia. 

“Os profissionais de recrutamento e seleção estão vivendo um divisor de águas em suas carreiras. Durante décadas buscamos no mercado profissionais que atendessem aos requisitos técnicos e sociais para a formação de equipes homogêneas. Hoje, tentamos acompanhar um mundo que muda em uma velocidade exponencial. Perguntas que antes eliminavam profissionais das entrevistas hoje são parte das ações afirmativas para equidade de oportunidades. Ou seja, identificar a etnia, orientação sexual, identidade de gênero, idade e diversidade funcional são pontos relevantes para a inclusão”, resume. 

Para os dois especialistas, a discrminação sexual nos processos seletivos é um assunto que interessa a todo mundo. Enquanto a empresa deve estar atenta para mudar sua política de avaliação e treinar os times para receber uma equipe diversa, os candidatos  devem se atentar aos seus direitos.  

Veja, na galeria abaixo, 10 dicas para que profissionais de recursos humanos e candidatos consigam driblar a LGBTfobia durante entrevistas de emprego:


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