Um brinde aos momentos especiais, à saúde e à paz!

Comida é afeto e, por isso, existe até uma regra de etiqueta, que diz que não podemos fazer dieta em festas.

Carla Bolla
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Fim de ano é o momento de mesa farta, repleta de comidas típicas

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Estamos na época mais especial do ano, que nos remete a algumas de nossas melhores e mais queridas lembranças, principalmente aquelas ligadas à mesa de refeições, onde celebramos momentos especiais com pessoas especiais. Natal e Ano-Novo sempre trazem consigo memórias de aromas, sabores e texturas, que se juntam ao afeto compartilhado, aos presentes especialmente escolhidos e à celebração da vida.

Todas as religiões celebram suas festas e datas santas com comida, seja com a restrição da carne na Quaresma, com o peixe, que simboliza fertilidade na Páscoa, ou com o jejum seguido do banquete do Pessach, por exemplo. Festas típicas ou religiosas sempre incluem a comida, como uma celebração da vida. Por isso a comida “de festa” sempre é especial, comida “de avó” sempre significa carinho e as ceias de Natal e Ano-Novo são tão esperadas e caprichadas. Comida é afeto e, por isso, existe até uma regra de etiqueta, que diz que não podemos fazer dieta em festas.

Fim de ano é o momento de mesa farta, repleta de comidas típicas, que podem variar conforme a cultura de cada família, que marcam presença em todas as comemorações e passam de geração em geração.

Por ser um país predominantemente católico, o Brasil valoriza muito a ceia de Natal, que reúne na mesa influências de imigrantes que aqui aportaram de diversos continentes, dos povos africanos e dos indígenas. Uma das marcas registradas do Natal é o peru, que foi trazido pelos imigrantes norte-americanos no século 19, como símbolo da fartura nas celebrações do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos. As mesas tropicais brasileiras também têm fartura de frutas, tanto pela enorme quantidade e variedade típicas daqui como por uma tradição baseada na Roma antiga, de onde também viveram as oleaginosas como a avelã, as nozes e as amêndoas. De Portugal vieram as rabanadas, o vinho, o bacalhau, o leitão assado, o pernil e as castanhas cozidas. E temos ainda o famoso panetone, vindo da Itália.

A ceia de Ano Novo traz consigo outros simbolismos, pois é o momento em que todos se preparam para atrair boas energias, sorte, saúde, amor, prosperidade e começar tudo de novo “com o pé direito”. Cada um tem suas superstições. Em muitas casas, não podem faltar as lentilhas, que têm forma semelhante a moedas e estão associadas à fartura.

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Há quem tenha a romã como outro símbolo de prosperidade, fartura e amor, por sua cor avermelhada. Outros preferem as uvas, comidas uma a uma nas 12 badaladas da meia-noite. Uma outra tradição das ceias de Ano Novo é a de não comer aves, pois, como ela ciscam para trás, isso pode significar atrasos. Seja como for, as tradições trazem sempre um motivo a mais para juntar famílias e amigos à volta das mesas. Uma coisa é comum: o brinde feito à meia-noite com champagne ou espumante, para atrair saúde, prosperidade e felicidade para o novo ano. Aqui fazemos nosso brinde especial para 2022: que seja um  momento de fraternidade, amor, superação, saúde e muita paz para todo o mundo!

Carla Bolla é restauratrice do La Tambouille, em São Paulo

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

Artigo publicado na edição 93, lançada em dezembro de 2021.

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