1. Início
  2. /
  3. Forbes Agro
  4. /
  5. Conheça as vencedoras do Prêmio Mulheres do Agro 2023
Forbes Agro

Conheça as vencedoras do Prêmio Mulheres do Agro 2023

Congresso Nacional das Mulheres do Agro mostra produtoras de soja, café e pecuária que se destacam pela adoção de boas práticas e sustentabilidade nas fazendas

6 min
Bayer/Divulgação
Bayer/DivulgaçãoPatrícia Monquero foi a ganhadora da categoria criada para valorizar doutoras e pesquisadoras

A sexta edição do Prêmio Mulheres do Agro, promovida pela Bayer e pela Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), realizado durante o 8º Congresso das Mulheres do Agronegócio, em São Paulo (SP), reconheceu nesta quarta-feira (25), nove produtoras rurais por suas práticas ancoradas nos pilares ESG (ambiental, social e governança) nas divisões entre pequenas, médias e grandes propriedades.

Uma novidade na premiação deste ano foi o lançamento da categoria “Ciência e Pesquisa”. A pesquisadora vencedora da estreia da categoria foi Patrícia Monquero, 50 anos, que tem dedicado boa parte de seus estudos para aprofundar o manejo e a biologia das plantas daninhas. “Tenho desenvolvido trabalhos com alunos de graduação e pós graduação nas linhas de pesquisa com o uso de sistemas agroflorestais e controle de plantas daninhas na restauração florestal”, diz Patrícia.

Ela é engenheira agrônoma, doutora na área de fitotecnia e pesquisadora na Universidade Federal de São Carlos desde 2006. Em 2009 criou o GECA (Grupo de Pesquisa em Ciências Agrárias), voltado para a área de manejo de plantas daninhas e impacto dos pesticidas no ambiente. O projeto conta com 100 ex-alunos do curso de engenharia agronômica.

Produtoras e pecuaristas aplicando a agropecuária sustentável

Na categoria “Grande Propriedade”, a vencedora foi Flávia Saldanha, 44 anos, de Jacarezinho, no Paraná (PR). Flávia é engenheira agrônoma e administra a fazenda Califórnia desde 2004, com o auxílio de seu marido, Luiz Roberto Saldanha. Na propriedade tem café e grãos, como soja, milho e sorgo, e se baseia 100% na adoção de práticas agrícolas conservacionistas, buscando pela máxima eficiência produtiva com a mitigação dos impactos ambientais e benfeitorias sociais.

“O prêmio é a oportunidade de mostrar que a sustentabilidade é possível. Não como o ‘greenwashing’, que é quando você fala mas não faz. Pelo contrário, mostramos que, sim, dá para trabalhar com sustentabilidade e rentabilidade e aplicar no dia a dia na fazenda”, afirma . Atualmente, dado o sucesso de seu produto e a aplicação assertiva de boas práticas agrícolas, a produtora obteve parcerias comerciais para a exportação do seu café para os Estados Unidos, Japão, Austrália e alguns países da Europa.

Bayer/Divulgação
Bayer/DivulgaçãoFlavia Saldanha da Fazenda Califórnia venceu na categoria Grande Propriedade

Leia também:

A também engenheira agrônoma de 31 anos, Ingrid Graziano, foi a eleita na categoria “Média Propriedade”. Há oito anos ela gerencia em Formosa (GO) a fazenda da Grota, propriedade de sua família desde 1993. O trabalho  pecuária de corte, que atualmente está em transição, passando por melhoramento genético – ideia da própria Ingrid.

A estratégia foi a de aumentar a eficiência do negócio, e essa transição representa maior valor agregado ao produto. Todo o manejo agronômico e animal da fazenda busca a máxima integração, construindo um ecossistema produtivo visando a saúde do solo. Outra ferramenta adotada foi o uso de bioinsumos, culturas de cobertura e manejo holístico de pastagem, em que a pecuária é a própria ferramenta para regenerar o ambiente e o solo.

Bayer/Divulgação
Bayer/DivulgaçãoIngrid Graziano venceu na categoria Média Propriedade pela Fazenda da Grota

Em Monte Carmelo (MG), a zootecnista Ana Paula Curiacos, 51 anos, é gestora da fazenda Três Meninas desde 2016 e foi por causa desse trabalho de gestora que ela venceu a categoria “Pequena Propriedade”. A produção da família é de café especial em cerca de 54 hectares.

A fazenda tem toda a sua área baseada no conceito de agricultura conservacionista, quando é feita a manutenção de cobertura permanente no solo, favorecendo a nutrição do café, a disponibilidade de água e a biodiversidade. Ao lado de seu marido, Marcelo Urtado, a produtora instalou placas fotovoltaicas e outras adaptações que geraram economia.

Outra redução foi nos custos com fertilizantes que caíram 47% por causa do manejo de controle natural de pragas. Ao longo dos últimos sete anos da fazenda Três Meninas, mais de 11 mil árvores foram plantadas, o que trouxe mais espécies nativas e aumentou a presença de abelhas e outros polinizadores na propriedade e ao redor dela.

Bayer/Divulgação
Bayer/DivulgaçãoAna Paula Curiacos é gestora da Fazenda Três Meninas e venceu na categoria Pequena Propriedade

Incentivar o trabalho das mulheres dentro e fora do campo

Desde a primeira edição, em 2018, mais de 1.100 mulheres já inscreveram suas histórias no Prêmio Mulheres do Agro, que, considerando as vencedoras desde ano, já reconheceu 54 produtoras rurais e uma pesquisadora, por seus projetos de pesquisa com impactos para o setor ou de grande alcance científico.

Em 2023, a premiação completou seis anos e o número de inscrições registrou uma alta de 113% desde sua criação. O destaque fica por conta da região Nordeste, que alcançou um marco inédito, em comparação a 2022, totalizando 33 mulheres inscritas somente este ano, de diferentes estados. “Este ano tivemos uma proximidade grande com as produtoras rurais do Nordeste, pois, após avaliações internas, notamos que a premiação não chegava até elas, mesmo sendo uma região com forte protagonismo feminino no setor. Por este motivo, decidimos, então, ir até lá, com diferentes ações, o que nos resultou nessa alta participação delas este ano”, conta Isabela Fagundes, especialista de comunicação corporativa da Bayer no Brasil.

Ela diz que o Prêmio Mulheres do Agro tem como missão dar o destaque merecido ao protagonismo das mulheres atuantes no agronegócio de todas as regiões do país, reconhecendo sua valiosa contribuição e incentivando o seu trabalho no campo – e, também fora dele, através dessa nova categoria sobre pesquisa. Segundo Gisele Balbinot, diretora executiva da Abag, o crescente número de mulheres se inscrevendo em cada edição do prêmio reflete a importância do trabalho das produtoras rurais para o fortalecimento e projeção do agronegócio brasileiro em escala global. “Elas desempenham um papel crucial em nosso setor e este reconhecimento é uma forma de homenagear cada mulher que trabalha no campo, na agroindústria, na pesquisa e nas universidades”, afirma.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.