Organizar exposições históricas de relógios tornou-se uma tradição da alta relojoaria nos últimos anos. Mas foi a Patek Philippe quem deu o pontapé inicial nesse conceito há 14 anos, com uma mostra em Dubai. Desde então, a marca aprimorou a fórmula desse roadshow de luxo, com outras cinco edições que atraíram mais de 165 mil entusiastas: Munique em 2013, Londres em 2015, Nova York em 2017, Singapura em 2019 e Tóquio em 2023.
Agora, a marca estreou nos últimos dias a sétima edição do Watch Art Grand Exhibition em Milão, até 18 de outubro. A escolha de Milão como sede tem a ver com a importância da Itália para a marca, cuja cultura une o respeito à tradição ao trabalho artesanal, de espírito vanguardista.
O evento é o maior realizado até agora, ocupando 2.900 m² no Palazzo delle Scintille, que foi revitalizado como parte do projeto de reurbanização da região. A exposição abrange desde salas dedicadas a calibres e pesquisa e desenvolvimento, artesãos trabalhando em suas obras de arte, até extensos arquivos (incluindo alguns nunca antes divulgados ao público).
A Patek Philippe também está apresentando relíquias históricas raras, além de lançar diversas outras edições limitadas em conjunto com a exposição. Confira abaixo.
Coleções emblemáticas
A megaprodução é dividida em 15 áreas temáticas, que apresentam toda a coleção atual da Patek (cerca de 500 relógios). Os modelos cobrem todos os segmentos da relojoaria, desde ícones de estilo até os mecanismos mais complexos.
Um dos grandes pratos cheios para os entusiastas será a seleção de mais de 90 peças trazidas diretamente do Museu Patek Philippe, em Genebra. Algumas pertencem à Coleção Antiga (do século 16 ao início do século 19), figurando entre os relógios mais antigos do mundo e ilustrando a própria evolução da medição do tempo.

Peças da Coleção Patek Philippe resgatam a tradição da manufatura, incluindo um relógio de bolso de cerca de 1830, feito sob medida para o mercado italiano. O mostrador é em prata guilloché e a caixa é de ouro gravado com esmalte champlevé, retratando o mapa do norte da Itália.
Outro destaque da coleção do museu é a oportunidade de ver de perto o Calibre 89, que por décadas ostentou o título de relógio portátil mais complicado do mundo. A peça foi criada para celebrar o 150º aniversário da Patek.
Já o Grandmaster Chime Ref. 5175 de 175 anos, com suas 20 complicações, também estará presente, assim como o Star Caliber 2000. Além disso, um amplo espaço será dedicado exclusivamente aos relógios sonoros (com repetidores de minutos e alarmes), batizado de Master of Sound.
Nenhuma exposição da Patek estaria completa sem uma seção dedicada aos Ofícios Raros (Rare Handcrafts). Esta edição conta com 27 peças, incluindo relógios de mesa em cúpula, relógios de bolso e modelos de pulso com pintura em miniatura sobre esmalte, esmalte cloisonné, gravação manual, micro marquetaria em madeira, guilloché feito à mão e cravação de gemas.
Peças feitas especialmente para o evento
Como em suas exposições anteriores, os lançamentos realizados em conjunto com os eventos são exclusivos dos mercados onde acontecem e podem ser adquiridos apenas localmente. Para marcar a ocasião, cada peça traz a inscrição “Patek Philippe Milano 2026” no fundo da caixa.
Para este ano, a Patek Phillipe investiu no estilo esportivo para seus lançamentos extremamente limitados. Confira abaixo alguns deles: