O Maracanã receberá neste domingo (27) duas franquias esportivas que, somadas, valem US$ 25,2 bilhões. De um lado estará o Dallas Cowboys, avaliado em US$ 17 bilhões no topo da lista da Forbes dos times mais valiosos da NFL 2026. Do outro, o Baltimore Ravens, estimado em US$ 8,2 bilhões.
A partida começa às 17h25 e marca a estreia do Rio de Janeiro no calendário de jogos de temporada regular da liga. Será também a terceira vez que a NFL realiza uma partida oficial no Brasil, depois de duas edições em São Paulo.
A principal atração financeira é Dallas. Os Cowboys ocupam a primeira posição do ranking da Forbes pelo 20º ano seguido e ficaram 31% mais valiosos em apenas 12 meses.
O tamanho do negócio vai além da avaliação da franquia. Na última temporada, Dallas registrou receita estimada em US$ 1,278 bilhão e lucro operacional de US$ 677 milhões, segundo cálculos da Forbes. Nenhuma outra equipe esportiva analisada pela publicação alcançou receita maior naquele período.
E isso acontece apesar de o último título do Super Bowl dos Cowboys ter sido conquistado em janeiro de 1996.
O adversário de US$ 8,2 bilhões
O Baltimore Ravens chega ao Rio ocupando outra faixa no ranking financeiro da NFL, mas também passou por forte valorização. A franquia cresceu 34% em um ano e atingiu US$ 8,2 bilhões. Sua receita foi estimada em US$ 656 milhões, com lucro operacional de US$ 77 milhões.
Dentro de campo, Baltimore tem dois títulos do Super Bowl, conquistados nas temporadas de 2000 e 2012, e chega ao Brasil com Lamar Jackson como principal nome. O quarterback foi eleito duas vezes jogador mais valioso da temporada regular.
Do Brasil para a estratégia global da NFL
A partida no Maracanã faz parte de uma expansão internacional que ganhou velocidade nos últimos anos. O primeiro jogo oficial da NFL no Brasil aconteceu em 2024, quando Philadelphia Eagles e Green Bay Packers levaram 47.236 pessoas à Neo Química Arena. A estimativa divulgada pela cidade de São Paulo apontou movimentação econômica de aproximadamente R$ 340 milhões.
Em 2025, Los Angeles Chargers e Kansas City Chiefs atraíram 47.627 torcedores ao mesmo estádio, com impacto previsto de R$ 330 milhões.
Agora é a vez do Rio. O acordo firmado prevê pelo menos três partidas na cidade dentro de um período de cinco anos. Segundo a NFL, o Brasil reúne mais de 36 milhões de fãs e é seu segundo maior mercado internacional em público.
A presença da liga no país também inclui escritório em São Paulo, ações do NFL Flag e direitos comerciais concedidos a Detroit Lions, Miami Dolphins, New England Patriots e Philadelphia Eagles dentro do Global Markets Program.
Show também fora do campo
Dallas será o mandante no Maracanã. Os portões serão abertos às 13h25, quatro horas antes do início da partida. Péricles cantará o Hino Nacional brasileiro antes do jogo. No intervalo, Pedro Sampaio e Ricky Martin se apresentam.
A transmissão será feita por sportv, Ge TV, ge.globo e NFL Game Pass no DAZN. O show do intervalo também terá exibição pela TV Globo, Multishow e Globoplay.
Os times mais valiosos da NFL em 2026
- US$ 17 bilhões – Dallas Cowboys
Variação em um ano: 31% | Receita: US$ 1,278 bilhão | Lucro operacional: US$ 677 milhões | Proprietário: Jerry Jones
- US$ 13,5 bilhões – Los Angeles Rams
Variação em um ano: 29% | Receita: US$ 898 milhões | Lucro operacional: US$ 335 milhões | Proprietário: E. Stanley Kroenke
- US$ 12 bilhões – New York Giants
Variação em um ano: 19% | Receita: US$ 769 milhões | Lucro operacional: US$ 181 milhões | Proprietários: John Mara, Steven Tisch
- US$ 10,6 bilhões – New England Patriots
Variação em um ano: 18% | Receita: US$ 784 milhões | Lucro operacional: US$ 186 milhões | Proprietário: Robert Kraft
- US$ 10,5 bilhões – San Francisco 49ers
Variação em um ano: 22% | Receita: US$ 752 milhões | Lucro operacional: US$ 126 milhões | Proprietária: família York
- US$ 10,4 bilhões – Miami Dolphins
Variação em um ano: 39% | Receita: US$ 810 milhões | Lucro operacional: US$ 198 milhões | Proprietário: Stephen Ross
- US$ 10,35 bilhões – New York Jets
Variação em um ano: 28% | Receita: US$ 716 milhões | Lucro operacional: US$ 216 milhões | Proprietária: família Johnson
- US$ 10,3 bilhões – Las Vegas Raiders
Variação em um ano: 34% | Receita: US$ 887 milhões | Lucro operacional: US$ 191 milhões | Proprietário: Mark Davis
- US$ 10,25 bilhões – Philadelphia Eagles
Variação em um ano: 23% | Receita: US$ 713 milhões | Lucro operacional: US$ 154 milhões | Proprietário: Jeffrey Lurie
- US$ 10,1 bilhões – Atlanta Falcons
Variação em um ano: 59% | Receita: US$ 805 milhões | Lucro operacional: US$ 240 milhões | Proprietário: Arthur Blank
- US$ 9,8 bilhões – Washington Commanders
Variação em um ano: 29% | Receita: US$ 694 milhões | Lucro operacional: US$ 121 milhões | Proprietário: Josh Harris
- US$ 9,7 bilhões – Chicago Bears
Variação em um ano: 18% | Receita: US$ 656 milhões | Lucro operacional: US$ 73 milhões | Proprietária: família McCaskey
- US$ 9,65 bilhões – Houston Texans
Variação em um ano: 30% | Receita: US$ 722 milhões | Lucro operacional: US$ 160 milhões | Proprietário: Cal McNair
- US$ 9,6 bilhões – Seattle Seahawks
Variação em um ano: 43% | Receita: US$ 659 milhões | Lucro operacional: US$ 131 milhões | Proprietária: família Khosla
- US$ 9,4 bilhões – Denver Broncos
Variação em um ano: 38% | Receita: US$ 695 milhões | Lucro operacional: US$ 97 milhões | Proprietário: Greg Penner
- US$ 9,1 bilhões – Tampa Bay Buccaneers
Variação em um ano: 38% | Receita: US$ 657 milhões | Lucro operacional: US$ 95 milhões | Proprietária: família Glazer
- US$ 9 bilhões – Cleveland Browns
Variação em um ano: 41% | Receita: US$ 720 milhões | Lucro operacional: US$ 110 milhões | Proprietários: Dee e Jimmy Haslam
- US$ 8,8 bilhões – Kansas City Chiefs
Variação em um ano: 42% | Receita: US$ 644 milhões | Lucro operacional: US$ 51 milhões | Proprietária: família Hunt
- US$ 8,7 bilhões Pittsburgh Steelers
Variação em um ano: 34% | Receita: US$ 653 milhões | Lucro operacional: US$ 74 milhões | Proprietários: Arthur Rooney II, Daniel Rooney Trust
- US$ 8,6 bilhões – Green Bay Packers
Variação em um ano: 29% | Receita: US$ 753 milhões | Lucro operacional: US$ 73 milhões | Proprietários: acionistas
- US$ 8,5 bilhões – Tennessee Titans
Variação em um ano: 35% | Receita: US$ 607 milhões | Lucro operacional: US$ 85 milhões | Proprietária: Amy Adams Strunk
- US$ 8,3 bilhões – Los Angeles Chargers
Variação em um ano: 38% | Receita: US$ 623 milhões | Lucro operacional: US$ 57 milhões | Proprietário: Dean Spanos
- US$ 8,25 bilhões – Minnesota Vikings
Variação em um ano: 32% | Receita: US$ 640 milhões | Lucro operacional: US$ 25 milhões | Proprietária: família Wilf
- US$ 8,2 bilhões – Baltimore Ravens
Variação em um ano: 34% | Receita: US$ 656 milhões | Lucro operacional: US$ 77 milhões | Proprietário: Stephen Biscotti
- US$ 8,15 bilhões – Buffalo Bills
Variação em um ano: 37% | Receita: US$ 617 milhões | Lucro operacional: US$ 58 milhões | Proprietários: Terrence e Kim Pegula
- US$ 8,1 bilhões – Carolina Panthers
Variação em um ano: 42% | Receita: US$ 646 milhões | Lucro operacional: US$ 88 milhões | Proprietário: David Tepper
- US$ 8,08 bilhões – Indianapolis Colts
Variação em um ano: 37% | Receita: US$ 626 milhões | Lucro operacional: US$ 81 milhões | Proprietária: família Irsay
- US$ 8,06 bilhões – Arizona Cardinals
Variação em um ano: 47% | Receita: US$ 600 milhões | Lucro operacional: US$ 119 milhões | Proprietário: Michael Bidwill
- US$ 8,05 bilhões – Jacksonville Jaguars
Variação em um ano: 44% | Receita: US$ 591 milhões | Lucro operacional: US$ 31 milhões | Proprietário: Shahid Khan
- US$ 8,04 bilhões – Detroit Lions
Variação em um ano: 49% | Receita: US$ 617 milhões | Lucro operacional: US$ 53 milhões | Proprietária: família Ford
- US$ 8,02 bilhões – New Orleans Saints
Variação em um ano: 51% | Receita: US$ 642 milhões | Lucro operacional: US$ 165 milhões | Proprietária: Gayle Benson
- US$ 8 bilhões – Cincinnati Bengals
Variação em um ano: 52% | Receita: US$ 613 milhões | Lucro operacional: US$ 71 milhões | Proprietário: Michael Brown
Metodologia
As avaliações dos times da NFL feitas pela Forbes são valores empresariais — patrimônio líquido mais dívida líquida — baseados em transações históricas e na economia futura da liga e de cada equipe.
Receita e lucro operacional — lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — são estimados para a temporada de 2025 e já descontam o serviço da dívida dos estádios.
A dívida inclui tanto a dívida das equipes quanto a dívida dos estádios com recurso aos proprietários das equipes. A Forbes apresenta seus números de lucros e perdas com base no regime de caixa, e não no regime de competência. A receita dos playoffs é excluída.
Os valores das franquias refletem a economia do estádio de cada equipe — incluindo receita proveniente de eventos não relacionados à NFL que vai para o proprietário do time —, mas não incluem o valor imobiliário do próprio estádio.
As avaliações também excluem outros negócios relacionados à equipe que possuem demonstrações financeiras separadas, como The Star, sede e distrito de entretenimento do Dallas Cowboys.
Os valores das equipes são arredondados para os US$ 10 milhões mais próximos, enquanto receita e lucro operacional estimados são arredondados para o US$ 1 milhão mais próximo.
As fontes das avaliações da NFL feitas pela Forbes incluem executivos de equipes, banqueiros especializados em esportes e consultores da liga; documentos públicos, como contratos de locação de estádios e relatórios de classificação de crédito; além de executivos das indústrias de patrocínio e transmissão.