Autoridades nos EUA e Suécia sinalizam supervisão mais rigorosa para criptomoedas

Indicação vem após bancos do Reino Unido restringirem transferências às exchanges de criptoativos

Robert Hart
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Indicação vem após bancos do Reino Unido restringirem transferências às exchanges de criptoativos

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Os reguladores financeiros na Suécia e nos Estados Unidos sugeriram repressões aos mercados de criptomoedas – em grande parte não regulamentados – durante o feriado prolongado do Memorial Day, observando a ausência de uma estrutura consistente para a nova tecnologia, o espectro do crime financeiro e os riscos para os consumidores representados por plataformas de exchange de criptoativos, para os quais inúmeros bancos do Reino Unido bloquearam a transferência de dinheiro por parte dos clientes.

Michael Hsu, o novo controlador de câmbio em exercício nos EUA, disse ao Financial Times que gostaria ver por parte das agências no país uma coordenação e definição de “perímetro regulatório” para as criptomoedas, assumindo assim um papel mais ativo na regulação do mercado, algo que ele disse haver apetite.

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Ontem (31), o presidente do banco central da Suécia, Stefan Ingves, disse à Bloomberg que uma regulamentação mais rígida provavelmente está no horizonte para o bitcoin e outros ativos digitais, especialmente com um mercado tão grande em que “coisas como o interesse do consumidor e a lavagem de dinheiro entram em jogo”.

Uma supervisão específica provavelmente “ocorrerá em momentos diferentes e em áreas diferentes”, disse Ingves.

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Asa Lindhagen, ministro de finanças da Suécia, disse à Bloomberg que o país já está em processo de repressão às exchanges e trabalhando com outros reguladores ao redor do mundo para lidar com a questão da lavagem de dinheiro.

Lindhagen afirmou ainda que os esforços internacionais são um “trabalho em andamento”, embora tenha enfatizado as dimensões transfronteiriças inerentes ao crime financeiro.

Alguns bancos no Reino Unido – incluindo o Starling, Monzo e Barclays – suspenderam transferências a exchanges de criptomoedas nas últimas semanas a fim de lidar com “altos níveis de suspeitas de crimes financeiros com esse meio de pagamento”, de acordo com o The Telegraph.

A extrema volatilidade dos mercados de criptomoedas, os altos riscos de crimes financeiros e a popularidade crescente levaram os reguladores financeiros ao redor do mundo a considerar a melhor forma de implementar as salvaguardas necessárias no ecossistema digital sem sufocar a inovação. A China, que assim como a Suécia está desenvolvendo sua própria moeda digital, reprimiu as instituições financeiras que negociam ativos digitais em maio, contribuindo para uma rápida contração do mercado de quase 30%. A administração Biden está procurando ativamente por “lacunas” na supervisão das criptomoedas e o presidente da SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos), Gary Gensler, disse recentemente a um comitê da Câmara que havia uma necessidade potencial de legislação específica para as exchanges de criptos. Lavagem de dinheiro e atividades ilícitas são o foco dos esforços em criptomoedas do Departamento do Tesouro, disse ele.

Hsu, em um depoimento no Congresso em maio, disse que sentiu um “déjà vu” com relação ao entusiasmo de hoje pela inovação financeira e pelos anos anteriores à crise financeira. As novas ferramentas que estão sendo desenvolvidas “trazem grandes promessas… mas também riscos”, disse ele.

O plano fiscal do presidente Biden, que ajudará a financiar seu Plano de Famílias Americanas, colabora com o boom dos criptoativos, já que expande as obrigações de declaração de movimentos financeiros para as exchanges, a fim de detectar receitas não declaradas.

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