Bolsa de Valores hoje: Ibovespa abre em alta com investidores analisando ata do Copom

No documento, o colegiado avalia que a redução de oferta provocada pela guerra na Ucrânia pode exacerbar pressões inflacionárias .

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em alta de 0,74% na abertura do pregão de hoje (22), a 117.009 pontos, às 10h15, horário de Brasília. Investidores domésticos analisam a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada nesta manhã, em dia sem muitas novidades na guerra entre Rússia e Ucrânia.

Segundo o documento, o Banco Central avalia que a redução de oferta provocada pela guerra na Ucrânia pode exacerbar pressões inflacionárias que já vinham se acumulando no Brasil.

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“O conflito na Europa adiciona ainda mais incerteza e volatilidade ao cenário prospectivo, e impõe um choque de oferta importante em diversas commodities”, afirmou.

A autoridade reforçou que deverá repetir o ajuste de 1 ponto-percentual na Selic na próxima reunião, em maio, buscando avançar “significativamente em território ainda mais contracionista”.

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Também foi adotado um cenário alternativo para a evolução dos preços do petróleo. Na hipótese atual, o preço do barril do petróleo parte de US$ 118, atualmente, e chega a US$ 121 no fim de 2023. Na outra comparação, porém, os preços futuros para o barril de petróleo ficam em menos de US$ 100 já no fim deste ano.

Assim, o colegiado decidiu manter a hipótese usual no cenário de referência com inflação mais alta, mas adotar como mais provável um cenário com a hipótese alternativa.

Nesta manhã, os preços do petróleo Brent voltam a subir, empurrando os papéis da Petrobras (PETR3 e PETR4), que avançam 0,38% e 0,55%, respectivamente.

O dólar opera em queda de 0,61%, sendo negociado a R$ 4,9136 na venda, aprofundando as perdas de ontem, diante do patamar mais elevado dos juros domésticos.

Na Ásia, o mercado acionário de Hong Kong fechou em alta, impulsionado pela gigante do e-commerce Alibaba, que disparou 11,2%.

A empresa aumentou seu programa de recompra de ações para US$ 25 bilhões, maior plano de recompra na história. O objetivo é elevar o preço das ações para enfrentar o controle regulatório chinês e as preocupações com a desaceleração econômica do país.

Por outro lado, as ações blue-chips chinesas fecharam em leve baixa nesta terça-feira.

Investidores avaliaram as declarações do chair do banco central norte-americano, Jerome Powell, que adotou uma postura mais “hawkish” em seu discurso ontem, afirmando que a autoridade poderia se mover mais rápido do que o esperado para reduzir os estímulos à economia.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 3,15%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 1,22%. Já no Japão, o índice Nikkei ganhou 1,48%, enquanto o Shangai, na China continental, avançou 0,19%.

Na Europa, os principais índices operam em alta, após o vice-presidente do BCE (Banco Central Europeu), Luis De Guindos, afirmar que a zona do euro não está caminhando para uma estagflação.

Segundo o político, o bloco ainda espera um crescimento superior a 2% este ano, apesar da inflação persistente. Além disso, ele também aprovou uma série de subsídios à energia no bloco, a fim de conter o aumento nos preços dos combustíveis.

Enquanto isso, as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia permanecem sem avanços. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, afirmou hoje, em entrevista à mídia local, que não será possível negociar o fim da guerra em seu país sem uma reunião com o presidente russo, Vladimir Putin.

Por volta das 10h25, o Stoxx 600 ganhava 0,51%; na Alemanha, o DAX subia 0,75%; na França, o CAC 40 operava em alta de 0,65%; na Itália, o FTSE MIB ganhava 0,84%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 avançava 0,45%. (Com Reuters)

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