Indústria de relógios suíços retoma altas pré-pandemia

Exportações aos EUA em 2021 subiram 55% em relação a 2020; exportações mundiais cresceram 2,7%, para cerca de R$ 121 bilhões.

Carol Besler
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A orla de Genebra, onde as marcas Rolex e Patek Philippe se alinham na Rue de Rhone

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O mercado relojoeiro suíço sofreu uma queda em 2020, com a devastação causada pela pandemia de Covid-19 no setor de luxo, o que levou ao fechamento de várias fábricas de relógios, algumas por até seis meses. As exportações de relógios da Suíça atingiram uma baixa histórica – equivalente à queda observada durante a recessão de 2008. Mas agora a recuperação começou. De acordo com a FH (Federação da Indústria de Relógios Suíços), as exportações voltaram a crescer, principalmente para os Estados Unidos, que recuperaram sua posição como o mercado número um de relógios suíços no mundo – posição ocupada por Hong Kong de 2015 a 2019.

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As exportações mundiais de relógios suíços aumentaram 2,7% em 2021

As exportações mundiais de relógios suíços aumentaram 2,7%, para 22,3 bilhões de francos suíços (cerca de R$ 121 bilhões) em 2021, de acordo com o FH, um pouco acima do recorde histórico de 22,25 bilhões de francos suíços (R$ 111 bilhões) em 2014. Os EUA tiveram um ano estelar, com exportações crescendo acima de 55% em relação a 2020 e 28% em relação ao ano pré-pandemia de 2019. 

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O total de exportações para os EUA em 2021 foi avaliado em pouco mais de 3 bilhões de francos suíços (R$ 16,7 bilhões), um novo recorde. Só no mês de dezembro, as exportações para os EUA dispararam 44,2%, um desempenho mais forte do que o normal para um mês sempre positivo por causa da temporada de festas.

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Em janeiro de 2022, as exportações de relógios suíços para os EUA permaneceram fortes

Em janeiro de 2022, as exportações para os EUA continuaram fortes, com um aumento de 37,5% no valor dos relógios exportados, em relação ao mesmo mês de 2021. Segundo o FH, três quartos do crescimento foram na categoria de relógios de aço. 

E embora o aumento dos preços tenha sido responsável por parte do aumento do valor – o número total de relógios vendidos em 2021 foi cerca de 24% menor do que em 2019, o último ano comparável – os volumes reduzidos ocorreram principalmente na ponta mais barata do mercado, na faixa de US$ 200 (R$ 1.015) a US$ 500 (R$ 2.537).

A recuperação é uma conquista significativa, considerando o declínio acentuado em 2020, quando as exportações atingiram uma baixa histórica – caíram 21,8% em todo o mundo, para 17 bilhões de francos suíços (R$ 93,3 bilhões), o ponto mais baixo desde a recessão de 2008. Somente no segundo trimestre de 2020, as exportações mundiais caíram 61,6%. Nos Estados Unidos, elas diminuíram 20%. A recuperação também é significativa, considerando o crescimento do mercado de relógios usados, que atingiu R$ 91 bilhões em 2019 e floresceu durante a Covid.

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