Plataforma de brasileiros para investimento em startups com criptoativos recebe registro da SEC, nos EUA

A uShark, lançada em março, acredita que o registro irá ajudar a impulsionar o seu crescimento.

Isabella Velleda
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Da esquerda para a direita: Fred Aleixo (CSO), Enzo Nakase (CMO), Luiz Aleixo (COO), Marcelo Callegari (chairman), e Geraldo Marques (founder e CEO)

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A uShark, plataforma de investimentos em startups através de criptoativos, acaba de dar um importante passo em direção à credibilidade. O fundo de private equity que acessa os recursos da plataforma e os distribui para as startups, chamado uShark Investment LLP, obteve um registro junto à SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos).

“Às vezes, o mercado de criptomoedas é pouco transparente na questão de compliance, due diligence e tudo mais”, diz Geraldo Marques, fundador e CEO da uShark. “Por isso ter esse registro é um diferencial tão grande.”

A plataforma, que foi fundada por brasileiros nos Estados Unidos e lançada em março, funciona como um crowdfunding: investidores podem adquirir tokens que funcionam como quotas de um pool de investimentos, cujos recursos serão direcionados para startups promissoras.

O token USH possui valor inicial de US$ 0,015, e o investimento mínimo é de US$ 100.

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A principal vantagem de utilizar a tecnologia blockchain para arrecadar investimentos é o maior acesso, já que investidores do mundo inteiro podem aportar recursos. É apenas ao chegar ao fundo de private equity, que recebeu o registro da SEC, que esses recursos são transformados em dólar.

Carimbo de transparência

A SEC, nos Estados Unidos, é o órgão equivalente à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) do Brasil. Apesar de projetos relacionados ao mercado de criptoativos muitas vezes enfrentarem dificuldades para serem reconhecidos por órgãos do mercado financeiro tradicional, Marques considera que a uShark teve sorte.

“Nós tivemos a grata surpresa de ter a entrada de Marcelo Callegari no nosso quadro societário, porque ele já era o gestor de um fundo nos Estados Unidos, e então a SEC já tinha um registro dos recursos que ele administrava lá”, explica.

Segundo Marques, Callegari será o gestor do fundo uShark Investment LLP pelos próximos três anos, atendendo a uma condição exigida pelo órgão regulatório.

Outro aspecto favorável que ele também cita é o fato de o presidente da SEC, Gary Gensler, ter sido professor de um curso no Instituto de Tecnologia de Massachusetts sobre blockchain.

“Muitas pessoas acham que os reguladores são completamente contra os criptoativos, mas isso nem sempre é verdade”, avalia. “Acredito que Gensler entenda que ou o mercado abraça os criptoativos e cria as regulações necessárias, ou haverá cada vez mais margem para as pessoas atuarem na ilegalidade.”

Sobre a empresa

A uShark tem como objetivo investir em startups que ainda se encontram nas fases iniciais, que é quando a “taxa de mortalidade” desses negócios é mais elevada.

A escolha dos participantes ocorrerá de acordo com a avaliação de especialistas da Harvard Angels e do Hub Fortune de Israel. A partir de setembro, os investidores também poderão votar para decidir quais startups receberão os primeiros aportes.

Nas primeiras três semanas de operação, a plataforma já atraiu US$ 1,8 milhão em investimentos, e as expectativas são de receber US$ 20 milhões até agosto. É durante essa janela de tempo que ocorrerá a primeira oferta dos tokens – os recursos adquiridos serão direcionados para investimentos em até 50 startups diferentes.

“Nós temos uma visão bem clara sobre o montante que queremos captar, para não cair no erro de muitos projetos de criptoativos, que captam inifinitamente”, diz o CEO.

A partir de setembro, o token USH será listado na corretora asiática de criptomoedas BigONE, e então a plataforma irá aguardar a valorização orgânica do ativo. Marques espera que, em setembro de 2023, o USH já passe a valer US$ 1, uma estimativa que ele diz ser conservadora para os padrões do mercado de criptoativos.

Além da valorização dos tokens, os investidores poderão ganhar com os lucros e as bonificações das startups que tiverem êxito nos seus negócios, assim como com programas de staking e engajamento com a comunidade que devem ser divulgados no futuro.

Também está nos planos da empresa lançar uma plataforma educativa para apoiar os investidores que estão explorando esse mercado pela primeira vez. Os conteúdos serão produzidos por Tasso Lago, analista de criptomoedas e fundador da Financial Move.

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