Ibovespa abre em queda após Payroll aumentar pressão sobre juros nos EUA

O forte crescimento do emprego aumenta a possibilidade do Federal Reserve adotar um terceiro aumento de 0,75 p.p

Redação
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O Ibovespa iniciou a sessão de hoje (5) instável, registrando queda de 0,19%, aos 105.693 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira segue o desempenho negativo do mercado norte-americano, que opera em baixa após dados fortes do Payroll favorecerem uma postura mais hawkish do Federal Reserve.

Segundo o Departamento do Trabalho, a economia norte-americana abriu 528 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola no mês passado. A taxa de desemprego caiu para a mínimo pré-pandemia (3,5%), evidência mais forte até agora de que a economia não estava em recessão.

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O mercado projetava uma abertura de 250 mil vagas de emprego. Acima das expectativas, o relatório de emprego pintou um quadro de uma economia bastante saudável, apesar de dois trimestres de contração do PIB (Produto Interno Bruto).

O forte crescimento do emprego pode manter a pressão sobre o Federal Reserve para que ele adote um terceiro aumento de 0,75 ponto percentual dos juros em sua próxima reunião em setembro, embora muito dependa das leituras da inflação.

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Apesar da reunião do Fed acontecer só em setembro e, consequentemente, também depender da inflação e das leituras de emprego do período, os índices de Wall Street operam em queda. O Dow Jones caía 0,68%, aos 32.461 pontos, o S&P 500 recuava 1,02%, aos 4.108 pontos e o Nasdaq cedia 1,40%, aos 13.140 pontos.

“Agora todas as atenções voltam para o CPI na próxima quarta-feira. Até lá, o mercado vai se reajustar. Com isso, acredito que a possibilidade de aumento de 75 p.p passa a ganhar mais força para a próxima reunião”, analisa Fabio Fares, especialista em macroeconomia da Quantzed.

No cenário doméstico, o Índice Bovespa segue essa queda. Por aqui, entre os indicadores econômicos, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulgou os dados do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI).

O indicador passou a cair 0,38% em julho, primeira deflação desde o final de 2021, que levou a alta acumulada 12 meses a um dígito pela primeira vez em mais de um ano, refletindo baixas expressivas nos custos de commodities e produtos energéticos.

Na Ásia, o mercado teve um dia de alívio após a tensão geopolítica amenizar na região, apesar de exercícios militares continuarem na China. O Nikkei subiu 0,87% e o Hang Seng avançou 0,14%. Em Seul, o índice Kospi subiu 0,72% e, em Taiwan, o Taiex avançou forte, com avanços de 2,27%. Em Xangai, o índice subiu 1,19% e, em Shenzhen, +1,44%.

O dólar opera em alta ante o real, registrando valorização de 0,40%, a R$ 5,2427. (Com Reuters)

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