O Grupo Toky (TOKY3), dono das marcas Tok&Stok e Mobly e em recuperação judicial, aprovou o grupamento de suas ações na proporção de 20 para 1. Na prática, cada conjunto de 20 papéis será convertido em uma única ação.
A operação foi aprovada em assembleia geral extraordinária realizada nesta segunda-feira (27) e tem como objetivo elevar a cotação unitária para, no mínimo, R$ 1. A adequação atende às regras da B3, que pode exigir medidas de companhias cujas ações permanecem negociadas abaixo desse patamar.
As ações TOKY3 encerraram o pregão de segunda-feira cotadas a R$ 0,44. Considerando apenas esse valor como referência, sem levar em conta oscilações de mercado, o preço ajustado após o grupamento seria de R$ 8,80.
O grupamento, porém, não representa valorização automática nem aumenta o patrimônio do acionista. Um investidor com 100 ações, por exemplo, passará a ter cinco papéis. Ao mesmo tempo, o preço unitário será multiplicado por 20, de modo que o valor financeiro da posição permaneça inicialmente equivalente.
Acionistas terão 30 dias para ajustar posições
Os investidores poderão ajustar suas posições entre 28 de julho e 27 de agosto. Nesse período, será possível comprar ou vender papéis para manter quantidades múltiplas de 20 e evitar a formação de frações.
A partir de 28 de agosto, as ações passarão a ser negociadas exclusivamente na forma grupada. As frações remanescentes serão reunidas em lotes inteiros e vendidas em leilão na B3. O dinheiro obtido será distribuído proporcionalmente aos acionistas, depois da liquidação financeira.
Apesar da redução no número de ações, o capital social do Grupo Toky permanecerá em R$ 1,278 bilhão. Após a operação, ele será dividido em 2.709.837 ações ordinárias.
O ajuste também será aplicado aos bônus de subscrição e às debêntures conversíveis TOKY11, TOKY12 e MBLY21. A quantidade de ações vinculada a esses papéis e os respectivos preços de exercício ou conversão serão recalculados proporcionalmente.
O Grupo Toky está em recuperação judicial desde junho. A companhia, que reúne as operações da Tok&Stok e da Mobly, recorreu à Justiça para renegociar dívidas superiores a R$ 1 bilhão e preservar suas atividades.