1. Início
  2. /
  3. Forbes Money
  4. /
  5. Forbes Real Estate
  6. /
  7. TRXF11 Recua de Compra Bilionária da Cyrela, Segunda Transação Cancelada em Cinco Dias
Forbes Real Estate

TRXF11 Recua de Compra Bilionária da Cyrela, Segunda Transação Cancelada em Cinco Dias

Fundo imobiliário recua de acordo não vinculante com a Cyrela dias após cancelar aquisição bilionária no Pátio Malzoni

3 min

Pela segunda vez consecutiva uma das transações bilionárias do TRX Real Estate, o TRXF11, desandou.

Conforme reportado em fato relevante divulgado pela Cyrela (CYRE3) na manhã desta segunda-feira (31), ocorreu um distrato no memorando de entendimento (MoU, na sigla em inglês) assinado entre o TRXF11 e a companhia que dizia respeito à compra de um portfólio imobiliário de R$ 2,14 bilhões.

A carteira de imóveis da incorporadora a ser adquirida contemplava desde lajes corporativas na Oscar Freire a estruturas de investimento que controlam quatro galpões logísticos.

Na operação, seriam criados outros dois fundos imobiliários a serem administrados pela Cy.Capital que teriam o TRXF11 como investidor-âncora para adquirir os ativos.

O memorando original havia sido assinado no início de agosto, entre TRXF11, TRX, Cyrela e algumas de suas controladas — e já havia sido objeto de um Fato Relevante divulgado na mesma data.

Como se tratava apenas de um MoU, o distrato não prevê multa tampouco qualquer outro tipo de sanção — um documento não vinculante, no jargão do mercado.

No pregão desta segunda (31), os papéis do TRXF11 sobem 1,3% na bolsa de valores por volta das 11h30.

Duas semanas, duas transações do TRXF11 interrompidas

Na última semana, na quinta-feira (27), outra transação do TRXF11 que estava sendo encaminhada também cessou.

Em meio ao ceticismo do mercado com a onda massiva de aquisições do FII, a compra de uma fatia do Pátio Victor Malzoni, na Avenida Faria Lima, também foi interrompida.

O prédio corporativo tem entre os locadores o BTG Pactual e o Google, e neste caso a transação seria de R$ 1 bilhão por uma parte do prédio.

A ponta vendedora seria a Catuaí Asset, que é cogestora do BLCA11 (Catuaí VBI Triple A FII) e gestora do CVFL11 (Catuaí Vista FL FII).

A operação previa que o TRXF11 entrasse como cotista-âncora em um novo fundo imobiliário, que seria criado e gerido pela Catuaí para comprar os imóveis que hoje pertencem aos fundos vendedores.

O negócio não avançou porque uma condição prevista na tratativa das propostas comerciais enviadas aos fundos vendedores não foi cumprida. Assim, a justificativa dada pela gestão do TRX Real Estate foi a mudança nas condições de mercado.

Conforme os dados da gestora, a fatia detida no imóvel em questão é de 1 mil metros quadrados, localizada no 11º andar do edifício, que é um dos maiores complexos corporativos Triple A (AAA) de São Paulo, com três torres corporativas. O imóvel tem heliponto. A administração das áreas comuns fica a cargo da Jones Lang LaSalle (JLL).

O Pátio Malzoni é o edifício com o aluguel corporativo mais caro da capital paulista. Segundo levantamento da Binswanger Brazil feito a pedido da Forbes, na média, o metro quadrado do prédio custa R$ 410 ao mês.

O mercado reagiu positivamente ao recuo na transação, e as cotas do fundo subiram mais de 8% no pregão da quinta-feira (27).

O movimento arrefece uma parte da queda do fundo nas últimas semanas. Desde o início do ano, o TRX Real Estate recua 21% na bolsa de valores.

Cyrela sobe na bolsa de valores

Após a notícia do cancelamento da compra do portfólio pelo TRXF11, as ações da Cyrela sobem cerca de 3% na bolsa de valores, por volta das 11h30 desta segunda (31).

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.