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Setor de Serviços do Brasil Volta a Contrair após 8 Meses de Avanço, Mostra PMI

Indicador da S&P Global caiu para 49,7 em julho, refletindo retração da demanda, da produção e do emprego após oito meses de crescimento

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Nesta quarta-feira (5), o setor de serviços do Brasil voltou a registrar contração em julho, segundo a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI). O movimento acontece depois de oito meses de expansão diante de novas quedas na demanda e na produção.

O PMI de serviços do Brasil, compilado pela S&P Global, ficou em 49,7 em julho, ante 51,3 em junho, pela primeira vez abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração desde outubro de 2025.

Com a queda da indústria também no mês, o PMI Composto do setor privado do Brasil caiu a 48,8, de 50,7 em junho. Esse é o nível mais baixo desde outubro do ano passado.

Segundo Pollyanna De Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence, em entrevista à Reuters, afirmou que a proteção que o setor de serviços vinha oferecendo contra a fraqueza da indústria ao longo de 2026 desapareceu em julho, levando o setor privado brasileiro de volta à contração.

Ao explicar a queda da produção no setor de serviços, as empresas consultadas citaram adiamento de projetos, pressões inflacionárias e retração da demanda, além dos desafios enfrentados pelo setor industrial e das dificuldades financeiras dos clientes.

Perdendo força

O volume de novos negócios registrou a queda mais intensa dos últimos dez meses, refletindo o adiamento de pedidos por parte dos clientes diante de limitações orçamentárias. Empresas do segmento também apontaram que a proximidade das eleições presidenciais, marcadas para outubro, aumentou a cautela do mercado e contribuiu para o enfraquecimento da demanda.

De acordo com as companhias consultadas pela pesquisa, a redução do quadro de funcionários foi motivada pelo desempenho mais fraco das vendas, por processos de reestruturação e pelo encerramento de contratos.

Do lado dos custos, as despesas operacionais seguiram em alta. Os entrevistados relataram aumentos nos gastos com energia, mão de obra, transporte e matérias-primas. Entre os itens que registraram elevação de preços estão produtos agrícolas, componentes eletrônicos, peças de computador, laticínios, carnes e embalagens. Apesar dessas pressões, a inflação dos custos desacelerou e atingiu o menor patamar em quatro meses.

Os preços cobrados pelos prestadores de serviços ainda continuaram subindo em julho, mas em um ritmo mais moderado do que nos meses anteriores. Ainda assim, o nível de reajuste permanece elevado na comparação histórica.

Em relação às perspectivas, as empresas demonstraram maior confiança de que a demanda e a disposição dos clientes para consumir possam se fortalecer após as eleições presidenciais de outubro.

A expectativa de um ambiente com menor pressão inflacionária também contribuiu para a melhora do sentimento do setor, que se recuperou após atingir, em junho, o menor nível de confiança em 11 meses.

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