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Volta Ao Presencial Expõe Escassez e Encolhe Oferta Real de Escritórios em São Paulo, Mostra SiiLA

Levantamento identifica 454,8 mil m² de vacância estrutural dentro de um total de 881,4 mil m² de área disponível na cidade; volta ao trabalho presencial pressiona oferta de imóveis corporativos

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A volta ao trabalho presencial ocorre em um mercado de escritórios com menos espaço disponível do que os índices de vacância costumam indicar. É o que mostra um levantamento da SiiLA, plataforma de inteligência e dados para o mercado imobiliário comercial na América Latina.

Os números do levantamento enviados à Forbes consideram lajes corporativas dos padrões A+, A e B em São Paulo.

Segundo a SiiLA, mais da metade da área hoje vaga na cidade está desocupada há mais de três anos — volume que a empresa classifica como vacância estrutural.

São 454,8 mil m² nessa condição, dentro de um total de 881,4 mil m² vagos analisados pela SiiLA. Isso significa que essa fatia da oferta, embora conste nas estatísticas de vacância, não participa, na prática, dos mesmos ciclos de negociação dos espaços mais procurados pelas empresas.

Os números estão em linha com dados recentes sobreo mesmo mercado que indicam a menor vacância em mais de 15 anos. Além disso, conforme reportado pela Forbes, o cenário tem feito os preços praticados subirem especialmente nas regiões mais nobres. Na Faria Lima, o aluguel ultrapassa os R$ 300 por metro quadrado em uma parte substancial dos imóveis de escritórios.

Segundo a SiiLA, os dados também mostram recuperação no tamanho médio das locações, avanço na absorção de imóveis e aumento da área ocupada por grandes empresas, na comparação com o período pós-pandemia.

Para Giancarlo Nicastro, CEO e fundador da SiiLA, a combinação entre retomada da demanda e oferta limitada já produz efeitos sobre o mercado.

“Quando você tem o movimento de volta ao presencial, aumenta a demanda e, ao mesmo tempo, reduz a oferta disponível, principalmente em um momento em que não temos tantas entregas de novos escritórios. Isso já aparece na queda da vacância. Quando a demanda esquenta e a oferta está restrita, o reflexo natural é uma pressão nos valores de locação.”

O executivo ainda pontua que o movimento de absorção começa pelos endereços corporativos mais procurados e, com a redução da disponibilidade nesses endereços, avança para regiões com maior estoque de imóveis.

“Primeiro, as empresas absorvem as áreas primárias, nos endereços mais desejados. Depois, essa demanda começa a avançar para regiões como Marginal Pinheiros e Chácara Santo Antônio, que ainda têm espaços disponíveis e infraestrutura para receber essas empresas.”

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