Dubai anunciou um investimento de 100 bilhões de dirhams (US$ 27 bilhões de dólares) na criação do Distrito Zabeel, que pretende dobrar o espaço do DIFC (Centro Financeiro Internacional de Dubai). As obras da primeira etapa já tiveram início e devem ser entregues em 2030. Quando concluído, em 2040, o local terá capacidade para abrigar 42 mil empresas.
A nova área ocupará cerca de 659 mil metros quadrados de terreno, o equivalente a aproximadamente 92 campos de futebol ou quase metade de todo o parque Ibirapuera, em São Paulo. Em área construída, estão previstos 1,64 milhão de metros quadrados, o que praticamente dobrará a capacidade atual do DIFC. O distrito será erguido em seis etapas.
A previsão é que o local receba ao menos 125 mil profissionais. Durante o lançamento, o governante de Dubai, o sheikh Mohammed bin Rashid Al Maktoum, destacou o papel do empreendimento na consolidação do emirado como centro global de negócios.
“Dubai é uma história de ambição sem limites, escrevendo seus capítulos com conquistas voltadas para o futuro e uma determinação que nasce da convicção de que construir o futuro é uma responsabilidade urgente. Em Dubai, não esperamos pela mudança, nós a criamos”, afirma Al Maktoum.
Segundo o governo local, o projeto integra a Agenda Econômica D33, que busca dobrar o tamanho da economia de Dubai até 2033 e posicionar o emirado entre os quatro maiores centros financeiros do mundo.
Economia digital no centro do negócio
Um dos destaques do novo distrito será o forte investimento em tecnologia e inovação. Estão previstos cerca de 93 mil metros quadrados dedicados exclusivamente às tecnologias do futuro, incluindo um dos maiores centros de inovação do planeta e o primeiro campus de inteligência artificial desenvolvido especialmente para esse fim.
Atualmente, segundo dados mais recentes do DFIC, são 8.000 empresas registradas ativas. Destas, 1.500 são fintechs, e empresas de IA e inovação. Com a criação do novo complexo, a previsão é a de que outras 6 mil empresas de tecnologia e cerca de 30 mil especialistas venham a se instalar. As áreas que devem ser fomentadas são as seguintes:
- inteligência artificial e machine learning;
- fintechs e serviços financeiros digitais;
- blockchain e ativos digitais;
- automação e análise avançada de dados;
- tecnologias imersivas, realidade virtual e aumentada;
- desenvolvimento de jogos e simulações de última geração.
Ainda segundo o comunicado, o novo centro de jogos e tecnologias Imersivas deverá posicionar Dubai como referência em criação de conteúdo digital, simulações empresariais e soluções para educação e indústria.
Educação, urbanismo e impacto econômico
Na área educacional, o DIFC prevê a expansão da DIFC Academy, uma instituição que mantém diversas parcerias universitárias para oferecer workshops de curta duração com certificação até programas de MBA.
O novo espaço passará a ocupar cerca de 34 mil metros quadrados, dez vezes maior do que o atual, e terá capacidade para atender até 50 mil alunos por ano, além de atrair universidades internacionais de alto prestígio. Em seus 10 anos de exitência, a DIFC Academy atendeu apenas metade desse total, cerca de 24 mil alunos.
Afora dobrar o tamanho do DIFC, o Distrito Zabeel prevê criação de espaços corporativos de última geração, áreas residenciais integradas, hotéis, centro de convenções, lojas de luxo, espaços culturais, um pavilhão de arte e amplas áreas verdes de convivência.
Todos os equipamentos serão conectados ao atual DIFC por uma ponte. Além disso, o distrito terá uma infraestrutura própria de transporte e mobilidade, segundo o comunicado emitido pelo governo do emirado.