O KNCR11 (Kinea Rendimentos Imobiliários), fundo de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) da Kinea Investimentos, anunciou ao mercado nesta terça-feira (3) ter levantado R$ 3,18 bilhões em sua 12ª emissão de cotas e atingiu R$ 11 bilhões sob gestão. O movimento coloca o fundo em um novo patamar dentro da indústria de FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) no Brasil.
Segundo a gestora, foi a maior captação já realizada pela própria Kinea na área imobiliária e também a maior entre os fundos listados na B3. Até então, quem havia rompido a barreira dos R$ 3 bilhões era o TRXF11 (TRX Real Estate), que anunciou no fim de dezembro de 2025 uma captação de R$ 3,003 bilhões em sua 12ª emissão.
Sozinho, o KNCR11 responde por quase metade dos R$ 27 bilhões que a Kinea administra em fundos de crédito imobiliário. A estratégia do fundo é a de investir em CRIs atrelados ao CDI, com diversificação entre lajes corporativas, shopping centers, logística e projetos residenciais.
Hoje, a maior concentração está em escritórios e shoppings. Com o dinheiro novo, a tendência é ampliar gradualmente a exposição a ativos logísticos e a operações estruturadas de maior porte, buscando tíquetes mais robustos e transações mais complexas.
“Lançado em 2012, o fundo nunca sofreu um evento de inadimplência relevante nem precisou executar garantias, reforçando o perfil defensivo do veículo”, informou a gestora em nota.
As emissões
Foram emitidas 30,5 milhões de novas cotas, ao preço de R$ 101,71 cada, movimentando R$ 3,185 bilhões. A oferta contou com lote adicional, o que elevou o volume inicialmente previsto. Ao todo, 42.865 investidores participaram, a maioria pessoas físicas.
Em comunicado, Flávio Cagno, sócio e gestor da Kinea, afirmou que o fundo atravessou diferentes momentos de mercado mantendo a proposta de crédito imobiliário pós-fixado, com foco em ativos de qualidade, parceiros robustos e baixo nível de alavancagem.
“Mesmo em um cenário de possível queda de juros, seguimos em um ambiente ainda atrativo para o crédito atrelado ao CDI, com spreads consistentes e um ambiente mais saudável ao setor. Menos juros estimulam os negócios, isso é positivo para todos”, declarou o executivo.