A avaliação dos analistas de sell-side é de que a Cyrela apresentou vendas e lançamentos acima do esperado em sua prévia operacional do segundo trimestre de 2026 (2T26), divulgada na segunda-feira (13) após o fechamento do pregão.
No total, foram 20 lançamentos da Cyrela no 2T26, com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 5 bilhões, crescendo 20% ante igual etapa do ano anterior.
Já o VGV lançado no 2T26, excluindo as permutas e considerando apenas a participação efetiva da Cyrela fica em R$ 3,84 bilhões.
Analistas do BTG Pactual rotularam o segundo trimestre da empresa como “sólido”, com desempenho operacional se mantendo consistente diante de um ambiente ainda desafiador para as incorporadoras.
A equipe de sell-side ainda chama atenção para a boa absorção dos projetos recém-lançados, com 32% das unidades comercializadas ainda durante o trimestre, indicando manutenção da demanda mesmo em um cenário de juros elevados.
“Gostamos do que vimos nos números operacionais da Cyrela no segundo trimestre, pois os lançamentos foram fortes e a velocidade de vendas se recuperou de forma significativa, ainda que tenha ficado ligeiramente abaixo de nossas projeções”, diz a casa.
Desta forma, o BTG avalia que a empresa “vem superando suas concorrentes nos segmentos de média e alta renda”.
“A Vivaz continua apresentando desempenho muito forte, ampliando sua participação nas operações da companhia”, observam os analistas.
A recomendação do BTG Pactual é de compra para as ações da Cyrela, com preço-alvo de R$ 40. O target apresenta potencial de valorização de quase 80%, dado que os papéis negociam a R$ 22,35 em bolsa.
A visão é de que os múltiplos são atrativos, dado que os papéis CYRE3 negociam a aproximadamente quatro vezes o lucro projetado para 2027 e que a empresa deve continuar distribuindo “dividendos elevados”.
Os analistas esperam, para 2026:
- Receita líquida de R$ 10,234 bilhões
- EBITDA de R$ 1,859 bilhão
- Margem EBITDA de 18,2%
- Margem líquida de 19,6%
- Lucro líquido ajustado de R$ 2,001 bilhões
- ROE de 18,5%
- Dividend Yield de 5%
BBA vê Cyrela resiliente no 2T26
Para os analistas do Itaú BBA, a companhia mostrou um conjunto de indicadores operacionais resilientes no segundo trimestre, reforçando a visão da casa que rotula a companhia entre as principais incorporadoras do mercado imobiliário brasileiro.
Na avaliação dos analistas, a empresa manteve bom desempenho comercial mesmo em um ambiente macroeconômico mais desafiador.
Os 20 lançamentos foram o destaque, superando em 16% o volume esperado pelo banco, assim como as vendas líquidas de R$ 3,47 bilhões.
“Acreditamos que o desempenho resiliente das vendas ocorreu mesmo com aproximadamente um terço dos principais lançamentos do trimestre tendo acontecido em junho, reduzindo o tempo disponível para comercialização dos empreendimentos”, dizem os analistas.
“Reconhecemos que o cenário macroeconômico se deteriorou recentemente, com a perspectiva de que as taxas de juros permaneçam elevadas por mais tempo, o que é negativo para o segmento de imóveis de média e alta renda. Ainda assim, a exposição da Cyrela ao segmento de baixa renda, mais resiliente, continua aumentando e deve representar cerca de 40% do lucro do ano fiscal de 2026”, completam.
O banco reiterou sua recomendação de outperform, equivalente à compra, com preço-alvo de R$ 33, representando upside potencial da ordem de 49%.
Nesse sentido, o BBA também considera que a “ação continua negociando a múltiplos considerados bastante atrativos”.
Desempenho de CYRE3
As ações da Cyrela operam em queda de 0,3% no pregão desta terça-feira (14), às 15h30. Na abertura, os papéis subiram 0,7%. Em uma janela de 12 meses, a empresa mostra uma valorização de 4,3% na bolsa de valores.