A Moura Dubeux (MDNE3) fechou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 173,9 milhões, o maior valor trimestral da história da companhia. O resultado representa alta de 44,6% em relação ao 2T25 e de 11,9% frente ao 1T26. A informação consta em balanço divulgado pela empresa nesta quarta-feira (12) após o fechamento do pregão.
Com isso, a última linha do resultado da Moura Dubeux superou as projeções do mercado, dado que o consenso Bloomberg mirava R$ 154 milhões de lucro líquido.
A receita líquida da Moura Dubeux no 2T26 foi de R$ 731,1 milhões, representando incremento de 10% no comparativo de base anual e também superando o consenso das projeções dos analistas, que era de R$ 571 milhões.
A empresa atribui o avanço ao aumento na contribuição do formato de obras por regime de administração (condomínio), que representou R$ 525,8 milhões em receita bruta no trimestre, alta de 17,4%.
Dentro dessa linha, o Fee de Comercialização do Terreno somou R$ 348,9 milhões, alta de 10%, com o reconhecimento contábil de três projetos no período: Casa Macedo (Fortaleza/CE), Moura Dubeux Plaza (Recife/PE) e Salvador 220 (Salvador/BA).
O EBITDA ajustado foi de R$ 178,8 milhões, alta de 34% ante igual etapa do ano anterior. O indicador também superou as projeções do consenso de analistas, que eram de R$ 142 milhões para esta linha do balanço.
A margem líquida ficou em 23,8% e o ROAE (retorno sobre o patrimônio médio) somou 28% nos últimos doze meses.
Principais números da Moura Dubeux no 2T26
- Lucro líquido: R$ 173,9 milhões (+44,6% na comparação anual)
- Receita líquida: R$ 731,1 milhões (+10,0%)
- Lucro bruto: R$ 281,9 milhões (+27,4%)
- Margem bruta: 38,6%
- EBITDA ajustado: R$ 178,8 milhões (+34,7%)
- Margem EBITDA ajustada: 24,5%
- Lançamentos: R$ 1.012 milhões em VGV líquido (%MD)
- Vendas líquidas: R$ 1.017,6 milhões (%MD)
- Dívida líquida: R$ 56,3 milhões, equivalente a 2,5% do patrimônio líquido
Lançamentos recuam no trimestre, mas semestre supera 2025
A Moura Dubeux lançou seis empreendimentos no 2T26, com Valor Geral de Vendas (VGV) bruto de R$ 1,15 bilhão e VGV líquido de R$ 1.012 milhões — queda de 45,7% sobre o 2T25 e de 22,6% sobre o 1T26.
Foram lançadas 1.944 unidades, alta de 76,9% na comparação anual.
No acumulado do semestre, os lançamentos somaram R$ 2.321,4 milhões em VGV líquido, 2,5% acima do primeiro semestre do ano de 2025.
Os projetos lançados no trimestre foram:
- Salvador 220 (Salvador/BA), Beach Class, condomínio, 438 unidades, R$ 415 milhões
- Cyano (Salvador/BA), alto padrão, condomínio, 68 unidades, R$ 186 milhões
- Beach Class Macedos (Fortaleza/CE), condomínio, 306 unidades, R$ 194 milhões
- Beach Class João Pessoa (João Pessoa/PB), condomínio, 420 unidades, R$ 107 milhões líquido
- Ún1ca Benfica (Fortaleza/CE), incorporação, 304 unidades, R$ 47 milhões líquido
- Ún1ca Veredas (Natal/RN), incorporação, 408 unidades, R$ 63 milhões líquido
Por região, a Bahia concentrou 59% do VGV líquido lançado no trimestre (R$ 601 milhões), seguida por Ceará com 24% (R$ 241 milhões), Paraíba com 11% (R$ 107 milhões) e Rio Grande do Norte com 6% (R$ 63 milhões).
Do total lançado, R$ 902 milhões vieram do formato condomínio e R$ 110 milhões de incorporação, integralmente na marca Ún1ca.
As vendas e adesões líquidas totalizaram R$ 1,01 bilhão no 2T26, queda de 14,7% sobre o 2T25 e de 1,6% sobre o 1T26.
A velocidade de vendas (VSO) nos últimos doze meses ficou em 51,1%, queda de 4,5 pontos percentuais sobre o 2T25 e de 1,3 ponto percentual sobre o 1T26. No trimestre isolado, o indicador foi de 20,9%.
Considerando apenas os lançamentos, o VSO acumulado em doze meses foi de 56,7% e o do trimestre, de 52%.
Moura Dubeux encerra junho com 4,5 mil unidades em estoque
A companhia encerrou junho com 4.568 unidades em estoque, equivalentes a R$ 3,97 bilhões em valor de mercado. Desse total, R$ 109 milhões (2,7%) referem-se a unidades concluídas e R$ 3.861 milhões (97,3%) têm entrega prevista entre 2026 e 2030.
Por segmento, o estoque se divide em Beach Class (39,0%, R$ 1.548,9 milhões), alto padrão (30,9%, R$ 1.226,3 milhões), Mood (15,8%, R$ 627,6 milhões), comercial (8,6%, R$ 340,3 milhões), Ún1ca (4,3%, R$ 172,1 milhões) e médio padrão (1,4%, R$ 54,7 milhões).
Dívida líquida cai para 2,5% do patrimônio líquido
A companhia encerrou o trimestre com R$ 883,7 milhões em disponibilidades de caixa e dívida bruta de R$ 940 milhões, resultando em dívida líquida de R$ 56,3 milhões — equivalente a 2,5% do patrimônio líquido, ante 4% no 1T26.
No trimestre, a geração de caixa foi de R$ 27,2 milhões. Considerando os últimos doze meses e descontando dividendos e o follow-on realizado no início do ano, o consumo de caixa foi de R$ 187,0 milhões.
Em junho, a companhia fez pela primeira vez a antecipação de R$ 153 milhões em recebíveis do Fee de Comercialização do Terreno, por meio de cessão de recebíveis.
Segundo a empresa, o recebível não tem risco de execução, está 100% performado, apresenta baixo risco de inadimplência e conta com garantia real de alienação fiduciária do terreno.