Embora o preço médio do metro quadrado mais caro do Brasil fique no litoral de Santa Catarina, São Paulo reúne as transações mais elevadas e os aluguéis que são, individualmente, mais caros.
Em levantamento feito pela Binswanger Brazil, a pedido da Forbes, foram mapeados os aluguéis mais caros de São Paulo.
Todos os cinco imóveis com o preço mais caro por metro quadrado ficam na Avenida Faria Lima, coração financeiro da cidade — e também da América Latina como um todo.
O local segue com preços em ascensão, em uma dinâmica de aumento da ocupação de lajes corporativas.
Conforme reportado pela Forbes, a vacância tem ficado abaixo de 10% e, em um passado recente, a média dos preços tem ficado acima dos R$ 300 por metro quadrado — patamar que antes era reservado a uma gama mais restrita de imóveis, o topo do mercado de edifícios Triple-A.
O aluguel mais caro de São Paulo fica com o edifício Salma Tower, localizado na altura 3555 na Faria Lima.
Por lá, o metro quadrado custa R$ 400 ao mês, ou R$ 4,8 mil ao ano. Assim, um escritório de 2 mil m² de área custaria R$ 800 mil ao mês, ou R$ 9,6 milhões por ano.
No padrão corporativo atual (com estações de trabalho eficientes, salas de reunião, áreas de descompressão, recepção), estima-se uma média de 8 m² a 10 m² por pessoa. Assim, uma laje de 2 mil m² acomoda confortavelmente de 200 a 250 funcionários.
Os 5 aluguéis mais caros de São Paulo
- Salma Tower (Av. Faria Lima) – Aluguel: R$400,00/m²
- Pátio Victor Malzoni (Av. Faria Lima) – Aluguel: R$410/m²
- Birmann 32 (Av. Faria Lima) – Aluguel: R$360/m²
- Faria Lima Square (Av. Faria Lima) – Aluguel: R$360/m²
- Faria Lima Financial Center (Av. Faria Lima) – Aluguel: R$360/m²
Levantamento da Binswanger Brazil, feito a pedido da Forbes, e dados da Brookfield Properties
As transações mais caras do mercado imobiliário
Além do mercado de aluguel em São Paulo, as transações de compra e venda feitas na última meia década também têm mostrado valores considerados vultuosos.
Uma das transações mais emblemáticas foi a do Faria Lima 3500. O edifício, em formato de trapézio invertido, foi comprado pelo Itaú BBA em 2024 pela cifra de R$ 1,47 bilhão de um fundo imobiliário da Brookfield.
A área privativa é de mais de 22,7 mil metros quadrados. Assim, o banco desembolsou aproximadamente R$ 64 mil por m².
O prédio, anteriormente, já era ocupado pelo Itaú. Isso, dado que o edifício foi desenvolvido no regime build to suit — quando um imóvel é construído sob encomenda para um inquilino ou comprador específico, de acordo com suas necessidades.
Quem fez o prédio foi a Tishman Speyer, gestora americana de ativos imobiliários fundada na década de 1970, dona de um portfólio de mais de US$ 65 bilhões em ativos sob gestão em dezenas de países.
Outras transações de edifícios Triple-A na região também somaram preços na casa do bilhão.
Em 2021, a Brookfield comprou um portfólio de quatro edifícios (incluindo o Miss Silvia e o Faria Lima Square), pelo valor de R$ 1,77 bilhão da SYN, antiga Cyrela Commercial Properties.
Um ano depois, as torres A e B do complexo Rochaverá Corporate foram adquiridas por um consórcio de fundos imobiliários geridos por BTG Pactual, Safra e Kinea. A transação somou R$ 1,255 bilhão.
O edifício Pátio Victor Malzoni, conhecido como “prédio do BTG” para quem trabalha no mercado financeiro ou “prédio do Google” para quem é do ramo de tecnologia, protagonizou também uma das maiores transações imobiliárias da capital paulista.
O fundo Bluemacaw Catuaí Triple A (BLCA11) adquiriu seis lajes da Torre Norte do prédio pela cifra de R$ 365 milhões, em uma negociação realizada para incorporar o ativo. A compra foi feita em maio deste ano, a R$ 65 mil por metro quadrado.
Rumores de mercado apontam que a nova sede do Santander, na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, pode ter custado cerca de R$ 2 bilhões. Se confirmado, seria um novo recorde.
No entanto, nenhuma das partes confirmou o valor oficialmente.
Conforme detalhado pela Forbes, o projeto do Campus JK é ousado e destoa do padrão vertical que é dominante na região da Faria Lima. Além disso, deve ser um projeto mais conectado com o seu entorno e com a cidade de São Paulo.