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CEO Quer Mais Mulheres na Liderança do Setor Automotivo

Amanda Moitinho lidera o Grupo Riozen, maior rede de concessionárias Toyota no estado do Rio de Janeiro, e a operação da Lexus na capital

3 min

No setor automotivo, as mulheres representam 21% da força de trabalho. Mas esse percentual despenca para apenas 0,6% quando se trata de cargos de alta liderança, segundo o estudo Diversidade no Setor Automotivo 2023, da Automotive Business, que analisou mais de 6 mil profissionais.

Amanda Moitinho está entre as (ainda) poucas mulheres líderes nessa indústria. CEO do Grupo Riozen, maior rede de concessionárias Toyota no estado do Rio de Janeiro e representante exclusivo da Lexus na capital fluminense, acaba de inaugurar uma nova loja da marca na cidade, na última quinta-feira (3).

“Sempre estive em ambientes masculinos, desde a administração da fazenda da minha família até os primeiros anos nas concessionárias”, relembra a executiva, que atua há 15 anos no setor. “No começo, os olhares eram desconfiados. Havia uma tendência a me subestimar, ainda mais por ser jovem.”

Nada disso, no entanto, impediu de seguir carreira no setor. “Nunca me intimidei, mas sabia que, para conquistar meu espaço, precisaria provar competência, resiliência e constância.” Pós-graduada pelo Insper em gestão de concessionárias, Amanda desenvolveu um estilo próprio de liderança, baseado em escuta ativa e confiança na equipe. “Quando você lidera com verdade, não precisa se moldar. Isso, por si só, já promove inclusão.”

“Não existe fórmula pronta. Ninguém vai entregar o seu lugar: você precisa construir todos os dias, com trabalho, visão e firmeza.”
Amanda Moitinho, CEO do Grupo Riozen

O futuro da liderança feminina no setor automotivo

Depois de se apropriar do seu lugar na indústria, a executiva faz questão de puxar outras mulheres. “Abri portas para profissionais que hoje também estão em cargos de liderança na empresa”, conta. “As mulheres estão ocupando cada vez mais espaços no setor automotivo — não só em cargos de gestão, mas também nas áreas técnicas e operacionais.”

Essa movimentação ainda é tímida, mas já começa a ser reconhecida pelas companhias:  76% das empresas do ramo já têm metas para equidade de gênero, e 63% contam com programas estruturados para promover igualdade de oportunidades, segundo o relatório da Automotive Business.

Apesar disso, a CEO reconhece a persistência dos desafios, ainda que mais silenciosos. “As barreiras agora são sutis. Estão nas decisões, nos convites que não vêm, nas oportunidades que demoram a surgir”, afirma. “O que precisa mudar é a forma como as empresas se relacionam com o desenvolvimento feminino: ainda se fala muito em potencial, mas se entrega pouca oportunidade.”

Para mulheres que estão começando no setor automotivo ou buscando posições de liderança, a executiva deixa um conselho: “Acredite no seu potencial. Talento é totalmente treinável. Se você agir com propósito, determinação e persistência, não tem como as coisas não acontecerem.”

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