O que explica o boom dos aplicativos fitness pós-pandemia?

Globalmente, o mercado de plataformas voltadas a atividades físicas atingirá R$ 590 bilhões em 2030, crescimento de 24,3% ao ano.

Luiz Gustavo Pacete
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De acordo com o relatório State of Mobile 2022 da App Annie, o Brasil já é um país mobile-first, cujos usuários passam em média mais que 5h ao dia conectados aos seus smartphones

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A volta da possibilidade de atividades ao ar-livre e do uso de espaços de convivência como academias gerou um impacto direto nos aplicativos fitness. Globalmente, o mercado de apps voltados a atividades para o corpo atingirá R$ 590 bilhões em 2030, com projeção de crescimento de 24,3% entre 2021 e 2030, de acordo com a Allied Market Research. Matheus Braga, diretor da Rocket Lab no Brasil, explica que existe, inclusive, uma expansão do modelo dos próprios aplicativos. “Vemos que a tendência de alguns apps fitness é a de não ser mais apps para fitness, e sim apps de saúde, nos quais além da saúde física, eles também estão investindo em parcerias e compras de outras empresas que provêm serviços de saúde mental, meditação e mindfullness e nutrição.”

“Os apps fitness sempre foram populares devido às suas funções de treinos personalizados, aplicativos gratuitos ou com preços acessíveis, e flexibilidade para utilização em qualquer espaço e horário. Com a pandemia ocorreu um rápido aumento no download de aplicativos fitness. Esse crescimento exponencial ocorreu principalmente nos primeiros meses da pandemia, mas seguiu estável durante todo o período, à medida que mais pessoas se adaptaram a fazer exercícios em casa”, afirma Matheus.

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De acordo com um estudo da AppsFlyer, as verticais de Finanças, e-commerce e Educação tiveram um aumento percentual de downloads maior que 45% já no primeiro trimestre de 2021. Finanças, Alimentação/Delivery, Produtividade e e-commerce tiveram um aumento de mais de 200% em sua receita. Já os apps de relacionamento tiveram um aumento de receita de 406%. A vertical de jogos atingiu a marca de mais de 1,1 bilhão de downloads no mesmo período.

“Essas verticais já cresciam com força no Brasil mesmo antes da pandemia, e a tendência é que esses aplicativos continuem fazendo parte do dia a dia dos brasileiros mesmo com o retorno ao presencial e o fim das medidas de restrição. Para manter a alta taxa de engajamento, os apps estão diversificando cada vez mais sua carteira de serviços e produtos, e investindo em uma boa experiência de usuário e bom atendimento ao cliente”, reforça Matheus.

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De modo geral, o ecossistema de aplicativos é muito fértil no Brasil. De acordo com o relatório State of Mobile 2022 da App Annie, o Brasil já é um país mobile-first, cujos usuários passam em média mais que 5h ao dia conectados aos seus smartphones, e já é o 4º país no ranking de volume de downloads, com mais de 10 bilhões de downloads de aplicativos ao ano. “Pensando nos aplicativos da vertical fitness, sob o ponto de vista de oportunidades para marcas e parcerias, diversas marcas e academias já lançaram aplicativos próprios para fitness no Brasil. Há bastante espaço para os usuários continuarem baixando e usando os aplicativos, seja porque criaram o hábito e pretendem seguir treinando em casa, ou seja para complementar seus treinos na academia.”

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