A Cirklo, uma das maiores recicladoras de garrafas PET do país, e a Solar Coca-Cola, uma das fabricantes do Sistema Coca-Cola Brasil, anunciaram a conclusão da estrutura de uma nova fábrica de reciclagem na Amazônia. Localizada em Ananindeua, no Pará, a unidade entra em operação em novembro, com o objetivo de fechar o ciclo do plástico e solidificar a região como referência em sustentabilidade.
O empreendimento, que recebeu um investimento de R$ 20 milhões, terá capacidade para processar até 1.000 toneladas de garrafas PET mensalmente. Este volume representa um marco na estruturação da cadeia de reciclagem no Norte, gerando valor social, ambiental e econômico.
A Solar Coca-Cola será a principal parceira no fornecimento de volume de PET descartado, garantindo um sistema de ciclo fechado. O material, coletado por cooperativas e comerciantes locais, será triado e processado na própria unidade do Pará.
Na fábrica da Cirklo, o PET descartado se transforma em flocos de PET reciclado. Em seguida, essa matéria-prima segue para outras unidades da Cirklo especializadas em granulação, completando o processo para a produção de novas embalagens 100% recicladas.
“O Pará é estratégico para nós. Acreditamos no poder transformador da colaboração. Esta fábrica simboliza uma nova etapa na gestão de resíduos e no desenvolvimento socioeconômico local”, destacou Fabio Acerbi, diretor de Relações Externas da Solar.
A nova fábrica é a quarta unidade industrial da Cirklo e está diretamente ligada ao fortalecimento da base da cadeia de reciclagem, que inclui catadores e cooperativas. “Esta é nossa quarta unidade industrial, e nela vamos gerar inicialmente mais de 60 empregos diretos, além de impulsionar toda a cadeia de coleta e reciclagem, beneficiando cooperativas, catadores e agentes ambientais,” afirmou Irineu Bueno Barbosa Júnior, CEO da Cirklo.
Segundo o executivo, o projeto tem o potencial de inserir a região em um ciclo virtuoso de desenvolvimento sustentável, valorizando o resíduo e promovendo renda. A iniciativa está alinhada com o compromisso de neutralidade da Solar Coca-Cola até 2025 – retirar do mercado a mesma quantidade de plástico que coloca à venda –, o que a empresa enxerga como um “legado concreto” para a COP30, que será sediada em Belém em 2025.
Gustavo Biscassi, diretor de relações corporativas Cone Sul na Coca-Cola América Latina, enfatizou o papel da região: “Acreditamos no poder transformador da colaboração e da ação concreta. Esta fábrica simboliza… o fortalecimento do nosso compromisso com o desenvolvimento socioeconômico, a preservação ambiental e a inclusão produtiva das comunidades locais.”
Com a inauguração da fábrica, a parceria Cirklo e Sistema Coca-Cola Brasil espera consolidar o Pará como um modelo de solução sustentável e de alto impacto social no Brasil.