Forte demanda por milho dos EUA reduz estoques; preço tem máxima desde 2013

O Departamento de Agricultura do país previu que o estoque doméstico do cereal cairá para 1,352 bilhão de bushels em setembro.

Redação
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Rick Wilking/Reuters
Rick Wilking/Reuters

Se confirmada a projeção, os estoques de milho atingirão o menor nível em sete anos antes da colheita da próxima safra

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A oferta de milho dos Estados Unidos diminuirá mais do que o previsto anteriormente, devido ao aumento na demanda dos segmentos de etanol, ração animal e exportação, afirmou hoje (9) o USDA (Departamento de Agricultura do país)

O cenário para a demanda desencadeou um rali nos contratos futuros do milho negociados em Chicago, que atingiram o maior nível em quase oito anos, e ampliou o foco sobre a próxima safra norte-americana, que está sendo plantada neste momento, para reposição das ofertas.

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Em seu relatório mensal de estimativas de oferta e demanda agrícola mundial, o USDA previu que o estoque doméstico de milho cairá para 1,352 bilhão de bushels em 1º de setembro, ante 1,919 bilhão de bushels em setembro de 2020.

No levantamento anterior, divulgado em março, o órgão projetou os estoques finais do cereal em 1,502 bilhão de bushels. Alguns analistas esperavam uma redução ainda maior.

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“Acho que eles adotaram uma abordagem bastante moderada”, disse Mark Schultz, analista-chefe de mercado da Northstar Commodity. “A demanda provavelmente é ainda maior do que o que estão reportando.”

Se confirmada a projeção, os estoques de milho atingirão o menor nível em sete anos antes da colheita da próxima safra. Em média, analistas esperavam que o relatório mostrasse estoques de milho de 1,396 bilhão de bushels, de acordo com pesquisa realizada pela Reuters.

O USDA elevou sua estimativa para as exportações de milho dos EUA em 75 milhões de bushels, para 2,280 bilhões de bushels, o que representaria um salto de 35,6% em relação ao ano anterior.

O governo também aumentou sua projeção para o uso de milho na produção de etanol em 25 milhões de bushels, à medida que automóveis voltam a circular após uma flexibilização das restrições relacionadas à pandemia da Covid-19. O departamento ainda elevou em 50 milhões de bushels sua expectativa para o consumo de milho pelo setor de ração animal.

Em relação ao trigo, o USDA elevou sua perspectiva para os estoques finais a 852 milhões de bushels, versus 836 milhões de bushels vistos anteriormente. O aumento, em linha com as estimativas do mercado, decorre da redução nas projeções para o consumo doméstico de trigo.

Já os estoques finais de soja foram mantidos em uma mínima de sete anos de 120 milhões de bushels, após o governo aumentar as projeções de exportação, mas reduzir as perspectivas de demanda das indústrias de esmagamento e sementes. (Com Reuters)

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