Saiba quem são os chefs que fazem os melhores gelatos do mundo

Ranking Mundial do Festival de Gelato avaliou 5.000 mestres sorveteiros e elegeu os destaques

Irene S. Levine
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O Ranking Mundial do Festival de Gelato elege as melhores sorveterias e chefs do mundo

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Enquanto os italianos passam pelo verão mais quente de todos os tempos – com temperaturas chegando a 40ºC em cidades como Roma – há uma boa razão para eles, pelo menos, pensarem em como se refrescar. O Ranking Mundial do Festival de Gelato acaba de anunciar os melhores mestres de gelato do mundo.

O gelato é um dos principais produtos alimentares associados à Itália, com raízes que remontam a Caterina de Medici e Cosimo Ruggieri, um célebre alquimista e astrólogo. As vendas e o consumo cresceram rapidamente desde a década de 1950. E não surpreendentemente, os italianos dominaram seis dos nove primeiros lugares entre os 5.000 artesãos avaliados pelos especialistas.

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E os vencedores do gelato são…

Marco Venturino, da loja de gelatos I Giardini di Marzo (localizada na cidade de Varazze, na província de Savona, Ligúria), foi nomeado o melhor mestre de gelato de 2022, premiado com três coroas por seu gelato Bocca di Rosa. A sobremesa gelada vencedora é feita com leite, chocolate branco e uma base artesanal de água de rosas. O seu sabor único foi inspirado numa especialidade menos conhecida da Ligúria, o xarope de rosas rico, cremoso e aromático.

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Sabor Bocca di Rosa do I Giardini di Marzo

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O vice-campeão foi Adam Fazekas da sorveteria Fazekas Crukraszda em Budapeste, Hungria, criador de um sorvete de pistache. Em terceiro lugar ficou Giovanna Bonazzi de La Parona di Gelato em Verona (região de Veneto), que detém outros dois títulos mundiais como piloto profissional de mountain bike.

Uma participante e empresária americana, Savannah G. Lee, da Savannah’s Gelato, em San Francisco, Califórnia, ficou em quarto lugar. Seu sabor vencedor, chamado “The All-American”, é uma homenagem à torta de maçã norte-americana. O gelato de cheesecake, com calda de caramelo salgado e uma mistura de maçãs e canela com camadas de biscoito de mel, é coberto com fitas de caramelo amanteigado e chocolate branco derretido.

Eugenio Morrone, da sorveteria Il Cannolo Siciliano de Roma, que ficou em primeiro lugar em 2020 e é campeão da Copa do Mundo de Gelato, entrou no Hall da Fama do Festival, passando para um novo papel como um dos juízes estimados.

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Chef Eugenio Morrone

Tal como as estrelas Michelin atribuídas a restaurantes requintados, esta prestigiada competição dá prêmios aos mestres dos gelatos com base num complicado sistema de classificação plurianual. Até agora, participantes de 1.098 sorveterias em 18 países e cinco continentes participaram da competição desde sua estreia, em 2010.

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O Ranking Mundial representa uma parceria entre o Festival Gelato, Carpigiani e Sigep IEG Expos (produtora de shows B2B). Os sorveteiros são julgados em vários critérios, incluindo competência técnica, qualidade e combinação de ingredientes e sabor.

“O anúncio do ranking dá início à nova competição prevista para 2022-2025. O Festival de Gelato de quatro anos que está chegando é parte de uma celebração de 20 anos da Carpigiani Gelato University, que vem treinando artesãos de gelato de sucesso em seus 22 campi ao redor do mundo”, diz Kaori Ito, diretora de comunicação da universidade. Atualmente existem lojas de gelato em 76 países ao redor do mundo, com cerca de 6.500 só na Europa, muitas das quais foram treinadas na fonte.

A Carpigiani foi fundada por dois irmãos, Bruto e Poerio Carlo Carpigiani, que inventaram e patentearam a primeira máquina de gelato automatizada. A empresa, agora parte do Grupo Ali, acabou se tornando líder mundial dessas máquinas. Em 2003, lançou a Carpigiani Gelato University com a missão de difundir a cultura do gelato artesanal pelo mundo. A Universidade patrocina cursos do básico ao avançado, de sessões únicas a currículos longos, tanto práticos presenciais quanto online.

Especialmente durante o verão, os visitantes de Bolonha (na região italiana da Emilia Romagna) devem ir direto ao interessante Museu do Gelato – o primeiro do mundo dedicado à história social e tecnológica do alimento – para visitas guiadas, degustações e workshops.

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