A Aegea Saneamento concluiu um aumento de capital de R$ 2,1 bilhões, reforçando o caixa da companhia em um momento de expansão do setor de infraestrutura e de maior disciplina financeira. A operação foi aprovada pelos acionistas em assembleia realizada na terça-feira (5) e teve como principais investidores o fundo soberano de Singapura GIC e a Itaúsa.
Os recursos serão destinados ao fortalecimento da estrutura de capital e à aceleração do processo de desalavancagem, estratégia que busca reduzir o endividamento da empresa e ampliar sua capacidade de financiar novos projetos de saneamento.
A companhia emitiu 37.979.634 novas ações ordinárias ao preço de R$ 55,29 por papel. O valor repete o preço utilizado no aumento de capital realizado no primeiro trimestre deste ano, preservando a referência adotada na rodada anterior de captação.
O GIC respondeu pela maior parcela da operação, com a subscrição de 24.747.928 ações. A Itaúsa ficou com 13.231.706 papéis. As ações serão integralizadas em até cinco dias úteis após a subscrição.
Com a conclusão da operação, a Equipav permanece como acionista controladora, enquanto GIC e Itaúsa ampliam sua participação na companhia. A composição do capital total passa a ser de 50,32% para a Equipav, 35,67% para o GIC e 14,01% para a Itaúsa. No capital votante, as fatias são de 65,39%, 22,55% e 12,06%, respectivamente.
O reforço patrimonial ocorre em um momento em que empresas de saneamento buscam equilibrar investimentos elevados com estruturas de capital mais robustas. A Aegea tem ampliado sua presença em concessões municipais e estaduais desde o avanço do marco legal do saneamento, movimento que elevou a necessidade de financiamento para expansão da operação. Nesse contexto, a redução da alavancagem tende a ampliar a flexibilidade financeira da companhia para disputar novos ativos e administrar o cronograma de investimentos exigido pelos contratos de concessão.