Ibovespa recua pressionado por Fed e à espera do Copom

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Índice da bolsa fecha com queda de aproximadamente 1%

O Ibovespa encerrou o pregão de hoje (31) em queda, chegando a flertar com o patamar de 100 mil pontos, após o anúncio do corte da taxa de juros pelo Federal Reserve, com o mercado ainda atento à reunião do Copom após o fechamento da sessão.

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O Ibovespa caiu 1,09%, a 101.812,13 pontos. O volume financeiro somou R$ 19,1 bilhões. Em julho, o índice teve alta de 0,8%, depois de encerrar o segundo trimestre com a melhor performance para o período em uma década, uma valorização de 5,82%.

O índice ampliou o recuo da sessão após o Federal Reserve confirmar estimativas e reduzir a taxa referencial norte-americana em 0,25 ponto percentual, para uma faixa de 2% a 2,25%. No comunicado, disse que decidiu cortar os juros “em face das implicações de desdobramentos globais para a perspectiva econômica, bem como pressões inflacionárias fracas”.

O presidente do Fed, Jerome Powell, em discurso após o anúncio, caracterizou o corte como “um ajuste de política no meio do ciclo”, comentário que não implica que cortes acentuados e adicionais estão a caminho.

“O discurso dele cria um cenário de incerteza maior quanto ao futuro”, afirmou o analista Ilan Arbetman da Ativa Investimentos, completando que o ambiente político-econômico brasileiro contribui para essa questão.

Os agentes financeiros de Wall Street também repercutiram o corte, com os índices encerrando o dia também em queda. O S&P 500 recuou 1,1% a 2.980 pontos.

“Todos sabiam que havia um corte de 0,25 ponto percentual acontecendo. Isso estava precificado no mercado. Talvez os que queriam um corte de 0,50 ponto estejam decepcionados e isso causou as vendas generalizadas inicialmente”, comentou Michael Antonelli, estrategista de mercado do banco de investimentos Robert W. Baird.

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Ainda nesta quarta-feira, o Banco Central do Brasil deve cortar a taxa básica de juros Selic para nova mínima recorde, de acordo com uma pesquisa Reuters com economistas. O mercado está de certa forma dividido entre uma redução de 0,25 ponto percentual e 0,50 ponto, em relação aos atuais 6,5% ao ano.

“Caso o corte promovido pelo Copom hoje não seja de 0,5 ponto percentual eu vejo um choque mais forte”, afirmou Arbetman.

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