Mercado Livre supera Twitter em valor de mercado

Marketplace argentino é avaliado em US$ 30 bi, enquanto a rede social vale US$ 28,6 bi.

Redação, com Reuters
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O valor do Mercado Livre atingiu US$ 30 bilhões na semana passada, enquanto o do Twitter era de US$ 29 bilhões

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O grupo de comércio eletrônico e serviços financeiros Mercado Livre superou o Twitter em valor de mercado, colocando pela primeira vez a América Latina no ranking das 30 maiores companhias de tecnologia do mundo em valor bursátil, segundo um levantamento divulgado nesta semana.

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O dado faz parte da última edição do relatório setorial Mary Meeker Internet Trends 2019. Dentre as 30 primeiras empresas do ranking, 18 têm sede nos Estados Unidos e sete são chinesas. Japão, Canadá, Austrália e Suécia têm uma representante cada.

Microsoft liderou o ranking, com avaliação de US$1 trilhão, seguida por Amazon (US$ 888 bilhões), Apple (US$ 875 bilhões) e Alphabet, dona do Google (US$ 741 bilhões).

De acordo com o relatório, o valor do Mercado Livre atingiu US$ 30 bilhões na semana passada, enquanto o do Twitter era de US$ 29 bilhões.

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Pelos dados da Reuters, considerando o valor de fechamento das ações hoje (12), o Twitter vale US$ 28,6 bilhões, abaixo dos US$ 30,25 bilhões da avaliação do Mercado Livre, cujo valor subiu 113% neste ano. O Twitter teve alta de 30,4% em 2019.

Segundo o estudo, em nível mundial o comércio eletrônico continua a ganhar fatia versus o varejo físico, mas as taxas de crescimento estão desacelerando, o que tem levado empresas do setor a buscar melhorias de produtos e “novos tipos de uso e monetização” de serviços em mercados tradicionalmente carentes.

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Criado em 1999 na Argentina, o Mercado Livre tem mais de 270 milhões de usuários e 12 milhões de vendedores em 18 países da América Latina. O grupo tem apostado no seu braço de serviços financeiros, Mercado Pago, como líder da expansão do negócio em seu principal mercado, o Brasil, a partir de 2019.

Segundo o vice-presidente de operações, Stelleo Tolda, a companhia tem o desafio de melhorar a experiência de compra online e “garantir que a América Latina se aproxime do patamar alcançado por mercados mais maduros, como os Estados Unidos, onde o comércio online representa 12%, e a China, onde já chega a 20% de todo o varejo”.

Segundo o estudo, a penetração da internet na América Latina é de 62%, enquanto na América do Norte é de 89%.


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