Japão emite mandado de prisão para cúmplices da fuga de Ghosn

Ex-presidente da Nissan aguardava julgamento por acusações de irregularidades financeiras, violação de confiança e sonegação de fundos da empresa.

Redação, com Reuters
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Mohamed Azakir/Reuters
Mohamed Azakir/Reuters

Ghosn diz que a alternativa à fuga seria passar o resto da vida em Tóquio sem um julgamento justo

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Autoridades japonesas emitiram hoje (30) mandados de prisão para um ex-soldado das forças especiais dos Estados Unidos e dois outros homens suspeitos de ajudar o ex-presidente da Nissan Motor Carlos Ghosn a fugir do Japão.

Os mandados são direcionados ao ex-soldado Michael Taylor e outros dois homens, George-Antoine Zayek e Peter Taylor, disseram os promotores em um comunicado. Também foi emitido um mandado para Ghosn por deixar ilegalmente o país, acrescentaram.

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Ghosn voou do Japão para o Líbano, onde passou sua infância, no fim de 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de irregularidades financeiras, violação de confiança e sonegação de fundos da empresa, todas as quais ele nega.

Os mandados de prisão vieram dias após os promotores revistarem o escritório de Tóquio do ex-advogado de Ghosn.

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O Líbano e o Japão têm cerca de 40 dias para decidir se o empresário será extraditado para o Japão ou julgado no Líbano, de acordo com reportagem da Reuters na semana passada.

Ambos os países não têm tratado de extradição firmado, e o Líbano não costuma entregar seus cidadãos. A equipe jurídica de Ghosn espera realizar o julgamento na nação do Oriente Médio, com a qual o ex-executivo de automóveis tem laços profundos, esperando limpar seu nome.

E AINDA: Foragido, Ghosn diz ter sido tratado “brutalmente” pelo Japão

Ghosn atacou o que chamou de sistema judicial injusto do Japão e disse que a alternativa à fuga seria passar o resto da vida em Tóquio sem um julgamento justo.

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