Twilio vai comprar startup de nuvem Segment por US$ 3,2 bilhões

Joan Cros Garcia/Corbis/Getty Images
Joan Cros Garcia/Corbis/Getty Images

Jeff Lawson, CEO do Twilio

Com o boom das empresas de nuvem durante a pandemia do novo coronavírus, um dos maiores sucessos de empresas públicas recentes da categoria deve causar impacto com uma nova aquisição.

O Twilio, empresa de comunicação em nuvem sediada em São Francisco, na Califórnia, concordou em adquirir a Segment, empresa privada de serviços de nuvem, por US$ 3,2 bilhões, disseram duas fontes à Forbes. O negócio, que ainda não havia sido finalizado até a tarde de sexta-feira (10), deverá ser pelo menos parcialmente baseado nas ações da Twilio.

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A Segment e seu CEO, Peter Reinhardt, não se pronunciaram quando questionados sobre a aquisição. Um porta-voz do Twilio disse que a empresa não poderia comentar “sobre quaisquer rumores ou especulações”.

O Twilio, que negocia com uma capitalização de mercado de mais de US$ 45 bilhões, abriu o capital em junho de 2016 com a força da infraestrutura de comunicações que permite às empresas contatar seus clientes por meio de mensagens de texto, chamadas de voz e vídeo. A empresa conta com clientes como a Cruz Vermelha norte-americano, o unicórnio de entrega Deliveroo e o banco ING.

Também sediada em São Francisco, a Segment foi fundada em 2012 e apareceu em 26º lugar na lista Cloud 100 de 2020 da Forbes sobre as empresas líderes mundiais em nuvem privada. Recentemente, a startup levantou mais de US$ 175 milhões em uma rodada de investimento da Série D liderada pela Accel e pela GV anunciada em abril de 2019 em uma avaliação de US$ 1,5 bilhões. A Accel também não respondeu aos pedidos de comentários. Enquanto isso, o porta-voz da GV ​​disse que a empresa não comentaria sobre “rumores ou especulações”.

Nos últimos tempos, a Segment vinha sendo conhecida no mercado por estar aberta a ofertas de aquisição, disse uma terceira fonte à Forbes. A empresa, que foi uma das startups de tecnologia que mais cresceu durante o período da Covid-19, tem uma óbvia semelhança com o Twilio por meio de suas ferramentas de software, que também ajudam os usuários a se conectar com sua base de clientes. A Segment disse em setembro que trabalhava com mais de 20 mil empresas, incluindo Intuit, FOX e Levi’s, empregando mais de 550 pessoas.

A companhia tem quatro cofundadores, Reinhardt, Ian Storm Taylor, Calvin French-Owen e Ilya Volodarsky, o presidente da empresa. Ela também conta com investidores, além da Accel e da GV, como a Y Combinator, da qual a Segment participou em 2011; Thrive Capital, Kleiner Perkins e Meritech Capital Partners. A startup arrecadou mais de US$ 283 milhões até o momento, segundo o provedor de dados do setor PitchBook.

A aquisição ocorre quase dois anos após o Twilio anunciar que iria adquirir o provedor de API SendGrid por US$ 2 bilhões em ações. Quando o negócio foi fechado, em janeiro de 2019, esse valor era de aproximadamente de US$ 3 bilhões. As ações do Twilio subiram cerca de 146% desde então, já que a plataforma provou ter um forte desempenho nos mercados públicos. Os insiders da Segment definidos para receber as ações do Twilio podem esperar uma repetição dessa história.

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