Sete perguntas que os líderes devem fazer a si mesmos em meio à crise do coronavírus

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A reflexão é fundamental para superar o momento de crise e liderar de forma eficiente

O que é preciso para ser um grande líder em meio a uma crise? Em momentos de incerteza, voltar-se para si a fim de recuperar a própria segurança é essencial para tomar melhores decisões.

A reflexão é a principal ferramenta para descobrir como se tornar o líder que sua equipe precisa durante esse período assustador e incerto.

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Veja, na galeria de imagens a seguir, sete perguntas que o guiarão nesta jornada interna:

  • 1. Estou lidando com minhas emoções habilmente?

    A energia é contagiosa. Independentemente de estar ciente disso ou não, você é o diretor do “departamento de energia” daqueles que lidera. É fundamental se conscientizar sobre o que está sentindo, não apenas porque definir suas emoções ajuda a controlá-las, mas também porque o modo como você se sente influencia profundamente aqueles que lidera. Ao mesmo tempo, é igualmente importante policiar suas emoções negativas, ou seja, acalmar intencionalmente seu sistema nervoso quando o medo e o estresse surgirem. Esse é um pré-requisito para se comunicar com calma e clareza com suas equipes e criar um ambiente de trabalho psicologicamente seguro.

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  • 2. Qual é o meu plano de autocuidado?

    Respirar profundamente, sentir os pés no chão e até colocar a mão no coração são estratégias para se acalmar de forma rápida quando surgir agitação emocional.

    Sua resiliência também depende das rotinas de longo prazo as quais implementa em horários específicos, até que se tornem ritualizadas e não exijam muito mais vontade e disciplina conscientes.

    O mais fundamental é o sono. Cada minuto perdido de um mínimo de 7 horas por noite diminui progressivamente a capacidade cognitiva e a resiliência emocional. O exercício físico –que aumenta significativamente a frequência cardíaca por pelo menos 20 minutos–, se realizado várias vezes por semana, é uma segunda forma essencial de autocuidado e uma maneira eficaz de aliviar o estresse bem como fortalecer o sistema imunológico.

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  • 3. Estou supervalorizando certas qualidades em detrimento de outras?

    As qualidades de liderança mais tradicionais estão listadas acima no conjunto da esquerda, mas seus opostos positivos –os listados à direita– são igualmente importantes. Isso é especialmente verdade neste momento de incerteza e opressão, quando nosso instinto é ainda maior para escolher lados. Qual ou quais qualidades nos pares abaixo você personifica com menos habilidade? Que prática simples poderia instituir para equilibrar melhor a qualidade da coluna esquerda com aquela complementar na coluna da direita?

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  • 4. Estou desafiando minhas crenças e suposições fixas sem medo?

    Quando o estresse é alto, instintivamente, replica-se o que funcionou melhor no passado, porque a certeza gera segurança. Está é uma aititude tola. O viés de confirmação –que inconscientemente busca evidências para constatar o que já se acredita–, na verdade, o torna menos capaz de lidar com novas circunstâncias e resolver novos problemas. Na próxima vez que se convencer de que chegou à conclusão certa, reserve um momento para pensar sobre o que poderia fazê-lo estar errado. Pergunte a si mesmo: “O que não estou vendo aqui?” Em seguida, procure intencionalmente evidências que apóiem ​​uma perspectiva alternativa, antes de tomar uma decisão final.

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  • 5. O que mais pode ser verdade?

    Sua capacidade de ver os desafios sob várias perspectivas é fundamental para tomar boas decisões sobre questões complexas.

    Imagine-se simultaneamente no alto de uma montanha para ver a visão mais ampla e mais longa e dentro de si mesmo a fim de observar cuidadosamente sua própria experiência.

    Quanto mais ampla sua visão, mais stakeholders e pontos de vista poderá levar em consideração. Quanto mais profunda sua autoconsciência, mais será capaz de entender suas próprias motivações, ver através de seus pontos cegos e assumir a responsabilidade por suas ações. Por fim, quanto mais longa a sua visão, menos propenso está a procurar gratificação a curto prazo uma vez que considerará as consequências a longo prazo de suas decisões.

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  • 6. Estou me baseando em propósito e valores que posso articular facilmente?

    Em uma crise, é tentador se concentrar apenas na execução. O risco, todavia, é perder de vista os valores e o propósito que o guiam da melhor maneira possível. No caso de escrever e oferecer seminários virtuais sobre como lidar com essa crise, isso proporcionou um poderoso senso de propósito e foco em meio a uma vasta incerteza.

    Quais são os princípios fundamentais que o guiam? Mantê-los deliberadamente em foco o ajudará a navegar com mais habilidade na tempestade. Compartilhar e modelar esses valores também fornece conforto e inspiração para as aqueles que lidera.

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  • 7. O que posso influenciar e o que preciso deixar ir?

    O desamparo é uma emoção quase intolerável, e pode ser comum se sentir assim no meio da pandemia da Covid-19. Considere praticar esta versão da “Oração da Serenidade”: invista sua energia no que tem o poder de influenciar, não a desperdice no que não pode controlar e use seu discernimento para identificar essa diferença. Você pode não conseguir alterar as circunstâncias externas, mas é capaz de influenciar a forma como responde a qualquer desafio. Consequentemente, a maneira como responde influenciará o modo como aqueles que lidera respondem.

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1. Estou lidando com minhas emoções habilmente?

A energia é contagiosa. Independentemente de estar ciente disso ou não, você é o diretor do “departamento de energia” daqueles que lidera. É fundamental se conscientizar sobre o que está sentindo, não apenas porque definir suas emoções ajuda a controlá-las, mas também porque o modo como você se sente influencia profundamente aqueles que lidera. Ao mesmo tempo, é igualmente importante policiar suas emoções negativas, ou seja, acalmar intencionalmente seu sistema nervoso quando o medo e o estresse surgirem. Esse é um pré-requisito para se comunicar com calma e clareza com suas equipes e criar um ambiente de trabalho psicologicamente seguro.

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