Dólar passa a subir ante real de olho em exterior e Copom

REUTERS/Lee Jae-Won
REUTERS/Lee Jae-Won

Às 14h36, horário de Brasília, o dólar avançava 0,66%, a R$ 5,1627 na venda, depois de ter chegado a tocar R$ 5,0875 na mínima do pregão

O dólar passava a subir ante o real hoje (9), acompanhando uma recuperação da moeda norte-americana no exterior, enquanto no Brasil os operadores aguardavam o fim da reunião de política monetária do Banco Central.

Às 14h36, horário de Brasília, o dólar avançava 0,66%, a R$ 5,1627 na venda, depois de ter chegado a tocar R$ 5,0875 na mínima do pregão, queda de 0,81%. Já o dólar futuro negociado na B3 tinha alta de 0,89%, a R$ 5,162.

LEIA MAIS: Tudo sobre finanças e o mercado de ações

Essa movimentação estava em linha com o comportamento do índice do dólar ante uma cesta de pares fortes, que passava a subir cerca de 0,26%, depois de ter tocado mínimas em dois anos e meio mais cedo. Essa recuperação, por sua vez, acompanhou uma piora no desempenho dos principais índices acionários de Wall Street.

No entanto, notícias otimistas sobre o desenvolvimento de vacinas continuavam no radar dos investidores, depois que o Reino Unido se tornou na véspera o primeiro país ocidental a iniciar a campanha de vacinação.

“Os mercados lá fora se dividem entre o aumento dos casos da Covid-19 e o avanço em torno das vacinas”, escreveu Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora.

Ele também chamou a atenção para as discussões acerca de mais medidas de auxílio fiscal nos Estados Unidos. O governo do país propôs um pacote de US$ 916 bilhões ontem, depois que os democratas do Congresso rejeitaram um plano mais “magro”.

Assim como a distribuição ampla de vacinas contra o coronavírus, a aprovação de mais estímulos fiscais na maior economia do mundo é vista por muitos analistas como essencial para uma recuperação diante da crise pandêmica.

Por aqui, no último dia da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, os investidores ficavam à espera de um comunicado da autoridade monetária, atentos à postura que adotará quanto ao ‘forward guidance’.

Uma pesquisa da Reuters com economistas mostrou que o Banco Central deve deixar a taxa Selic inalterada pela terceira vez consecutiva, podendo também sinalizar o início de um ciclo de aperto a partir do segundo semestre de 2021.

“Sem alterar a Selic, (o) Copom deve atualizar seu balanço de riscos na reunião de hoje e as atenções estarão voltadas para a divulgação do comunicado pós-decisão. A nosso ver, a melhora do ambiente internacional e as recentes surpresas altistas com a inflação doméstica devem ser incorporadas na comunicação do BC”, disseram em nota analistas do Bradesco.

Na véspera, o IBGE informou que, sob a pressão do aumento dos preços de alimentos e da gasolina, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve em novembro a maior alta do ano, de 0,89%, e o maior acréscimo para o mês em cinco anos.

O dólar à vista fechou a última sessão em leve alta de 0,08%, a R$ 5,129 na venda. No ano de 2020, a moeda acumula salto de cerca de 28,5% contra o real. (Com Reuters)

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).