Ibovespa abre em alta após aumento da Selic para 9,25% ao ano

Dólar recua atento às notícias das fabricantes de vacinas em relação a variante ômicron .

Vitória Fernandes
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O Ibovespa opera em alta de 0,50% na abertura do pregão de hoje (9), a 108.095 pontos perto das 10h10, horário de Brasília. Os investidores seguem atentos à repercussão do novo aumento da taxa Selic, que fecha o ano em 9,25%. No cenário internacional, os mercados continuam de olho nas fabricantes de vacinas como uma solução para a nova variante do coronavírus.

O dólar recua 0,12% ante o real por volta das 10h10. A moeda era negociada a R$ 5,5272.

Na primeira prévia de dezembro, o IGP-M registra deflação de 0,22% após o encerramento de novembro com alta de 0,02%. O resultado final será divulgado no dia 29 deste mês.

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Por outro lado, o índice que mede a inflação semanal (IPC-S) registrou alta em seis das sete cidades avaliadas. Na primeira semana de dezembro, o IPC-S avançou 1,18%, o que fez o acumulado de 12 meses aumentar para 10,01%, ante 9,89% em novembro.

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Ontem, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) subiu a taxa básica de juros pela sétima vez consecutiva. O ajuste foi de 1,5 ponto-percentual, levando a Selic a 9,25% ao ano, maior nível desde julho de 2017.

A autoridade monetária também indicou que deve fazer um ajuste de mesma magnitude na próxima reunião, prevista para fevereiro do ano que vem.

Para Antônio Carlos Pedrolin, líder de mesa de renda variável da Blue3, o movimento já era esperado pelo mercado, mas o discurso do banco trouxe novas direções para o próximo ano. “O principal item a se observar foi o tom do discurso do Banco Central. Ele veio mais severo, dando a ideia de que vai perseverar em relação à inflação, se movimentando para ser mais duro com as taxas de juros”, diz ele.

Em sessão conturbada em Brasília, os senadores promulgaram as partes da PEC dos Precatórios que foram aprovadas tanto na Câmara quanto no Senado. Os pontos de divergência entre as duas Casas serão votados na próxima terça-feira (14) pelos deputados.

Mercados internacionais

Nos Estados Unidos, uma pesquisa com economistas apontou que o Federal Reserve, banco central dos EUA, deve aumentar as taxas de juros no terceiro trimestre do ano que vem, mais cedo do que o esperado há um mês. A expectativa anterior era de que o ajuste ocorreria no quarto trimestre de 2022.

A mudança foi impulsionada por uma inflação persistente mais alta.

Os entrevistados afirmaram ainda que o Fed deve realizar três ajustes sucessivos da taxa de juros, o que a levaria para a faixa de 0,25% a 0,50% já no terceiro trimestre do ano que vem.

Na Ásia, as ações chinesas subiram hoje, após a desaceleração da inflação ao produtor reforçar perspectiva de mais estímulos monetários para impulsionar o crescimento econômico.

Por lá, o foco também esteve em possíveis inadimplências de dívidas no mercado imobiliário do país, depois de notícias de que o Kaisa Group começou a trabalhar na reestruturação de sua dívida “offshore” no valor de US$ 12 bilhões. Também no setor imobiliário, a gigante Evergrande deixou de pagar pela primeira vez suas dívidas em dólares.

O Hang Seng, de Hong Kong, valorizou 1,08%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 0,27%. Já na China continental, o índice Shanghai ganhou 0,98%; e no Japão, o índice Nikkei recuou 0,47%.

Na Europa, as exportações alemãs cresceram em seu ritmo mais forte em mais de um ano em outubro, apesar dos gargalos persistentes no fornecimento de manufatura. As exportações aumentaram 4,1% no mês, com ajuste sazonal, após quedas em agosto e setembro, informou o Escritório Federal de Estatísticas do país.

As importações também tiveram um salto inesperado, crescendo 5% após alta ligeiramente revisada de 0,4% no mês anterior. A Câmara de Indústria e Comércio DIHK estima que as exportações cresçam 7,5% neste ano e 7% no próximo. O superávit comercial diminuiu para 12,5 bilhões de euros, de 12,9 bilhões de euros em setembro.

Por lá, o Banco da Inglaterra vai esperar até o início do próximo ano antes de aumentar os custos dos empréstimos, mais tarde do que o esperado, enquanto aguarda mais informações sobre o impacto econômico da nova variante Ômicron do coronavírus, revelou uma pesquisa com economistas feita pela Reuters.

Numa sondagem em novembro, uma pequena maioria dos economistas esperava alta de 0,10% para 0,25% no juro em 16 de dezembro. Mas, desde então, o membro do BoE Michael Saunders, que votou por um aumento da taxa de juros no mês passado, disse que queria mais detalhes sobre a nova variante antes de decidir como votar neste mês.

No mês passado, o Banco da Inglaterra surpreendeu os mercados, que haviam previsto elevação do juro, ao deixar a taxa parada. Os preços de mercado agora mostram cerca de 50% de probabilidade de mudança no patamar dos custos dos empréstimos neste mês.

O Stoxx 600 perdia 0,16%; na Alemanha, o DAX cai 0,19%; o CAC 40 em baixa de 0,18% na França; na Itália, o FTSE MIB sobe 0,31%; enquanto o FTSE 100 tem desvalorização de 0,23% no Reino Unido.

Commodities

Os contratos futuros do minério de ferro na Ásia recuaram na quinta-feira após um pico registrado no início desta semana. A recuperação vista no início deste mês foi impulsionada principalmente pelo apoio de medidas da China, particularmente para seus incorporadores imobiliários.

O aço inoxidável também foi destaque, com o contrato futuro de referência de Xangai caindo para o nível mais baixo desde meados de julho, devido às preocupações com a fraca demanda, exacerbada pelo aumento dos estoques chineses.

O minério de ferro mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian, para entrega em maio, fechou em queda de 3,2%, a 642,50 iuanes (US$ 101,29) a tonelada, após avançar por três dias.

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