A Volkswagen planeja congelar os salários de seus 660 mil funcionários em todo o mundo até 2030, informou nesta segunda-feira o conselho de trabalhadores do grupo, confirmando uma reportagem anterior do Sueddeutsche Zeitung.
O Conselho Global de Trabalhadores afirmou ter recebido informações internas sobre os planos da diretoria executiva.
A Volkswagen se recusou a comentar sobre “especulações”. Um porta-voz acrescentou que uma nova rodada de negociações, ainda nesta semana, seria o fórum para quaisquer propostas sobre custos trabalhistas.
O conselho de trabalhadores classificou a abordagem da administração como “absurda” e afirmou que espera forte resistência ao que é descrito como a implementação “bastante irrealista” do plano.
“Na Volkswagen, a evolução salarial é decidida na mesa de negociações, não por decreto da diretoria executiva”, afirmou um porta-voz do sindicato alemão IG Metall.
As relações entre a Volkswagen e os sindicatos que representam seus trabalhadores se deterioraram nos últimos meses, à medida que o presidente-executivo da montadora, Oliver Blume, leva adiante a reestruturação mais radical da história do grupo automotivo alemão.
O jornal Sueddeutsche Zeitung divulgou a notícia na manhã desta segunda-feira, citando documentos internos.
A ausência de aumentos salariais poderia significar uma perda de renda de cerca de 10% para os afetados, devido à inflação, informou o jornal.
A reportagem do jornal informou que as novas diretrizes globais de gestão, em vigor a partir do quarto trimestre, também incluem cortes na remuneração variável, pagamentos especiais, benefícios e postos de trabalho.