O Iridium Fundo De Investimento Imobiliário (IRIM11) concluiu a compra de duas usinas fotovoltaicas (UFVs) localizadas em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. O preço-base da aquisição foi fixado em aproximadamente R$ 62,1 milhões, segundo o fato relevante divulgado pela gestão.
Ambos os ativos são de geração distribuída de energia solar e, estrutural e financeiramente, são sociedades de propósito específico (SPEs): UFV MG Bom Sucesso S.A. e UFV RJ Corcovado S.A.
Antes de serem compradas pelo IRIM11, ambas as usinas pertenciam ao BGTF I Fundo de Investimento em Participações – um veículo de investimento exclusivo estruturado pela Brookfield no Brasil.
A compra foi feita no âmbito de um Contrato de Compra e Venda de Ações e Outras Avenças, firmado em 17 de junho de 2026.
Do valor total da aquisição feita pelo IRIM11, 95% – equivalente a aproximadamente R$ 58,99 milhões – foram pagos no fechamento da operação.
Já os 5% restantes, cerca de R$ 3,1 milhões, serão pagos posteriormente, conforme os prazos e condições estabelecidos entre as partes.
Além da aquisição das empresas, foi formalizada a contratação da IVI Energia S.A., que ficará responsável pela prestação de serviços de consultoria relacionados à gestão dos ativos imobiliários e operacionais vinculados aos projetos adquiridos.
Segundo o fato relevante do fundo imobiliário, a aquisição está alinhada à estratégia do fundo de investir em ativos de infraestrutura de geração distribuída, buscando ampliar sua capacidade de geração de renda recorrente aos cotistas.
Raio-X do IRIM11
Conforme o relatório gerencial mais recente, o fundo terminou o mês de maio com patrimônio líquido de R$ 2,95 bilhões.
Os dividendos representaram um yield de 14,28% nos últimos 12 meses.
Olhando para a carteira do IRIM11, a alocação mostrava, ao fim de maio, cerca de 73,9% de concentração em CRIs, ante 18,6% em FIIs, 7,9% em caixa e 1,1% em outros ativos — basicamente imóveis em SPEs.
A carteira de CRIs reúne 154 ativos, com diversificação setorial e geográfica. O indexador dominante é o IPCA, presente em 88% dos CRIs.
Em termos setoriais, os maiores pesos estão em Utilities e Geração Distribuída (20,1%), Shopping Centers (13,4%) e Residencial Loteamento (12,9%). Geograficamente, 47,5% da carteira de CRIs está concentrada no Sudeste, enquanto 27% têm exposição diversificada por mais de uma região do país.
A taxa nominal média da carteira pelo critério de marcação a mercado é de 15,6% ao ano, com duration médio de 3,45 anos.
Os cinco maiores CRIs do fundo em maio eram:
- Mooca Plaza Shopping — FII HGBS (2,78% do PL)
- Hospital da Bahia — DASA (2,61%)
- Shopping Pantanal — FII VISC (2,54%)
- Evolua — Geração Distribuída (2,54%)
- BTLP Cajamar — (2,05%)
Últimas movimentações
A principal movimentação da carteira de CRIs em maio foi a entrada no CRI BTLP Cajamar, adquirido no mercado primário.
O ativo é lastreado em um galpão logístico localizado em Cajamar, no interior de São Paulo, operado sob um contrato de locação built-to-suit firmado com a Amazon.
O imóvel pertence ao portfólio do BTLG11, fundo de logística gerido pelo BTG. A posição representa 2,05% do patrimônio líquido do IRIM11 e foi adquirida à taxa de IPCA + 8,7% ao ano.
Além da nova entrada, o fundo reforçou posições já existentes: o CRI Faro Energy teve aumento de 0,17% do PL (a IPCA + 10,5%), o CRI Pátio Malzoni cresceu 0,12% do PL (IPCA + 8,0%) e o CRI HGLG BTS Meli teve aquisição adicional de 0,03% do PL (IPCA + 8,6%).
Cotação
As cotas do IRIM11 são negociadas em bolsa a R$ 66,14. No acumulado de 2026, os papéis sobem 2,7%. Em 12 meses, acumulam valorização de 10,6%.