O Brasil ocupa a 133ª posição no ranking global de representação parlamentar feminina, segundo novo levantamento da ONU Mulheres e da UIP (União Interparlamentar), organização global que reúne os parlamentos nacionais.
O estudo analisou o cenário em 189 países até 1º de janeiro de 2025. Seguindo a tendência dos anos anteriores, o Brasil aparece atrás de países com legislações mais conservadoras em relação às mulheres, como Arábia Saudita (125º), Egito (86º) e Iraque (76º).
Mulheres na política brasileira
Na Câmara dos Deputados, apenas 18,1% dos assentos são ocupados por mulheres — ou seja, 93 deputadas entre os 513 parlamentares. No Senado, a presença feminina é de 19,8%, com apenas 16 senadoras.
O Brasil está abaixo da média do continente americano — que lidera o ranking global, com 35,4% de mulheres entre os parlamentares — e da média mundial, com 27,2%.
Nos ministérios, 10 das 31 pastas são lideradas por mulheres, o equivalente a 32,3% dos cargos ministeriais. Com esse índice, o Brasil ocupa a 53ª colocação no ranking global de representatividade ministerial.
Brasil ocupa 70º lugar em ranking de igualdade de gênero
O Brasil ocupa a 70ª posição no Índice Global de Disparidade de Gênero 2024, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, que acompanha anualmente desde 2006 o estado atual e a evolução da paridade de gênero em quatro dimensões principais: participação econômica e política, nível educacional e saúde.
Segundo o relatório, é justamente a participação das mulheres na política que tem o maior impacto no índice, pois se trata da maior lacuna. A representação feminina aumentou globalmente, embora as mulheres continuem sem acesso a cargos de alto nível globalmente. A paridade atingiu 65,7%, acima da mínima pandêmica de 62,3% relatada na edição de 2022.