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Ronco do Parceiro Pode Afetar Sono, Saúde e Relacionamento

Sono interrompido pelo ronco pode aumentar irritabilidade, afetar concentração e memória e comprometer o bem-estar do casa

3 min

Dormir ao lado de alguém que ronca pode prejudicar a qualidade do sono e afetar a saúde. O ronco ocorre pela vibração dos tecidos moles das vias aéreas superiores durante o sono. Cerca de 40% dos adultos no Reino Unido roncam, segundo a Associação Britânica do Ronco e da Apneia do Sono (BSSAA), com maior prevalência entre homens.

Nos Estados Unidos, 75% das pessoas que têm um parceiro roncador afirmam que o hábito prejudica seu sono, de acordo com a Fundação do Sono.

A interrupção frequente do sono reduz o tempo passado nas fases mais profundas, importantes para a recuperação física. Também pode afetar a concentração e a memória, além da regulação hormonal, energia, motivação e sistemas cerebrais relacionados ao estresse e às emoções.

Meg Warren, 29 anos, assessora de comunicação de uma ONG, relata que o ronco do ex-parceiro a deixava em estado de alerta durante a noite. No dia seguinte, ela acordava confusa e atordoada, às vezes com uma sensação semelhante à de uma ressaca. O problema também afetava o relacionamento, a ponto de ela considerar necessário ter um quarto extra para as noites em que os roncos fossem insuportáveis.

Segundo a dentista Clare Simon, especialista em odontologia do sono, o sono interrompido pode provocar irritabilidade e discussões. Dormir em quartos separados, quando o ronco é intenso, também pode reduzir a intimidade.

A jornalista Anna-Louise Dearden, 52 anos, às vezes opta por dormir em outro quarto. Ela também usa protetores de ouvido para conseguir descansar quando divide a cama com o parceiro.

Quando procurar ajuda

Antes de tratar apenas o barulho, é importante verificar se o ronco está relacionado à apneia do sono. O distúrbio provoca interrupções repetidas da respiração e pode causar engasgos noturnos, despertares frequentes e dores de cabeça pela manhã.

Nos casos de apneia, o tratamento pode incluir CPAP, aparelho que mantém as vias aéreas abertas por pressão contínua, ou cirurgia em algumas situações.

Para o ronco comum, mudanças de hábitos podem ajudar, como perder peso, parar de fumar, reduzir o consumo de álcool antes de dormir e passar a dormir de lado. Uma consulta com um clínico geral também pode indicar o tratamento adequado ou encaminhar o paciente a um especialista.

Dependendo da causa, podem ser tratados problemas como alergias e obstruções nasais. Outra alternativa é um protetor bucal personalizado, que desloca suavemente a mandíbula para a frente e ajuda a manter as vias aéreas abertas.

Para o ortodontista e especialista em sono Ama Johal, muitos casais passam tempo demais ignorando o ronco, apesar dos impactos sobre o relacionamento e o bem-estar. Há tratamentos disponíveis, e buscar ajuda é o primeiro passo.

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