Software de bilionário japonês monitora a produtividade no home office

Westend61/Getty Images
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O serviço alerta os administradores quando a equipe parece estar inativa durante o expediente

Trabalhar em casa durante a pandemia de coronavírus está estimulando a demanda por ferramentas de trabalho remotas vendidas pela Optim Corp. As ações da empresa sediada em Tóquio já dobraram de valor neste ano com o otimismo no crescimento contínuo de seu software para gerenciamento de dispositivos móveis de funcionários.

A Optim relatou há pouco mais de uma semana que seu lucro no primeiro trimestre atingiu o valor de 12 milhões de ienes (US$ 113 mil), em comparação com uma perda de 150 milhões de ienes no mesmo período do ano anterior. A empresa disse que a receita registrou um salto de 17,5%, alcançando 1,37 bilhão de ienes no mesmo trimestre.

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Shunji Sugaya, o fundador da Optim, tornou-se bilionário apenas dois dias antes de seu 44º aniversário, quando as ações de sua empresa estavam subindo para um pico final de 3.790 ienes em meados de agosto. Desde então, a ação caiu 15,4%, dando a ele um patrimônio líquido atual de US$ 1,1 bilhão.

“Na sociedade japonesa, muitas companhias estão mais focadas na gestão física. Mas depois dessa pandemia, tudo mudou, especialmente do ponto de vista da gestão. O teletrabalho é uma área onde podemos ver mais progresso, especialmente na sociedade japonesa”, disse Sugaya em uma entrevista em vídeo.

Reprodução/Forbes
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Shunji Sugaya tornou-se bilionário apenas dois dias antes de seu 44º aniversário

O principal serviço da Optim é sua plataforma de gerenciamento de dispositivos chamada Optimal Biz, criada em 2009. Os clientes podem usar o software para gerenciar os dispositivos de seus funcionários a partir de um navegador da web, permitindo que eles bloqueiem determinados sites e evitem a perda de dados em dispositivos roubados com funções de bloqueio e limpeza remotas.

No final de maio, a Optim lançou o Optimal Biz Telework, uma extensão do seu serviço principal para pessoas que trabalham em casa. Diz-se que o serviço usa inteligência artificial para analisar a produtividade dos funcionários e alerta os administradores quando a equipe parece estar inativa durante o expediente.

Outra ferramenta que está ganhando força durante a pandemia é a AI Camera da Optim. Lançada no final de 2018, o serviço de análise de imagens evoluiu para ser usado na análise do nível de congestionamento em locais como escritórios e refeitórios de funcionários.

“Antes da pandemia, mesmo com tecnologia para esse tipo de coisa, as reações das pessoas, especialmente do meio de negócios, eram meio negativas”, disse Sugaya. “Agora, eles não têm escolha. Precisam apresentar esses serviços, e tanto o lado comercial como o do usuário estão percebendo os benefícios.”

Programador autodidata, Sugaya começou a codificar software para criar jogos que vendeu aos amigos quando ainda estava no ensino fundamental. Mais tarde, quando chegou a hora de escolher um curso universitário, inesperadamente decidiu estudar agricultura.

“Em 1996, a TI não era tão avançada”, disse ele. “Presumi que já tinha aprendido o suficiente.”

Mas agora, a agro-tecnologia se tornou um elemento importante nos planos de expansão da Optim. A empresa vende drones que podem ser usados ​​para monitorar a saúde das plantações e pulverizar pesticidas.

Em 2000, Sugaya tinha apenas 23 anos quando cruzou com o homem mais rico do Japão, Masayoshi Son. O bilionário fundador do SoftBank foi juiz de um concurso de negócios no qual Sugaya ganhou o prêmio Masayoshi Son por sua ideia de colocar anúncios nas telas enquanto os vídeos e softwares são baixados.

Son ofereceu a Sugaya a opção de um pagamento em dinheiro de US$ 2,8 milhões ou a oportunidade de ingressar na SoftBank e receber opções de ações, mas Sugaya recusou ambas as ofertas. Ele queria começar o negócio sozinho. Sugaya fundou a Optim mais tarde naquele mesmo ano.

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